<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174</id><updated>2012-02-15T12:21:26.275-03:00</updated><category term='KPC'/><category term='ANS'/><category term='infecção hospitalar'/><category term='Corpo Clínico'/><category term='Governança Clínica'/><title type='text'>Tá sentindo o quê?</title><subtitle type='html'>Este espaço pode ser consultado por leigos ou todos aqueles que desejam expor, discutir, criticar e trocar idéias a respeito de temas relacionados à saúde em geral, temas técnicos mais específicos, assuntos relacionados a políticas e à gestão clínica hospitalar ou administrativa em saúde. Todas as dúvidas e opiniões são bem-vindas.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-6471268592735038512</id><published>2012-02-15T07:52:00.001-03:00</published><updated>2012-02-15T07:55:57.676-03:00</updated><title type='text'>Representante de planos de autogestão alerta para concentração de mercado</title><content type='html'>Postei essa reportagem da Agência Senado, de 06/02/12, por ser extremamente relevante para entender um aspecto da medicina suplementar: a concentração do mercado nas mãos dos grandes grupos, que, via de regra, têm um viés baseado fundamentalmente no lucro em detrimento dos conceitos de partição e compartilhamento emanados pelas empresas de auto-gestão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.senado.gov.br/noticias/representante-de-planos-de-autogestao-alerta-para-concentracao-de-mercado.aspx"&gt;Representante de planos de autogestão alerta para concentração de mercado&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-6471268592735038512?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.senado.gov.br/noticias/representante-de-planos-de-autogestao-alerta-para-concentracao-de-mercado.aspx' title='Representante de planos de autogestão alerta para concentração de mercado'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/6471268592735038512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=6471268592735038512' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/6471268592735038512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/6471268592735038512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2012/02/representante-de-planos-de-autogestao.html' title='Representante de planos de autogestão alerta para concentração de mercado'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-8179895427619325034</id><published>2012-02-10T15:06:00.001-03:00</published><updated>2012-02-11T15:20:54.007-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corpo Clínico'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Governança Clínica'/><title type='text'>Governança Clínica: uma nova forma de fazer a gestão clínica nos hospitais.</title><content type='html'>Mal nos acostumamos ao conceito de Gestão do Corpo Clínico e eis que surge um novo e mais moderno conceito, com novas abrangências e potencial transformador tão poderoso quanto o primeiro: o conceito de Governança Clínica. E já nasce com a tarefa de sensibilizar organizações, gestores e diretores para a sua existência, e mais ainda, da necessidade de sua implantação, num momento em que mesmo os princípios emanados pela Gestão do Corpo Clínico ainda não passaram do campo do “já ouvi falar a respeito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido a partir das mudanças mais recentes que o Sistema de Saúde (National Health System – NHS) do Reino Unido vem implantando ao atendimento de seus usuários, e rapidamente absorvido por alguns países de língua inglesa (principalmente Austrália e Nova Zelândia), o conceito propõe a fusão no sentido mais amplo de iniciativas voltadas para a melhoria da assistência, utilizando como pano de fundo os processos de Qualidade (principalmente hospitalar) e Governança Organizacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos então que, segundo o NHS, Governança Clínica “é um sistema através do qual as organizações são responsáveis por melhorar continuamente a qualidade dos seus serviços e a garantia de elevados padrões de atendimento, criando um ambiente de excelência de cuidados clínicos”. Para o alcance desses resultados, procura-se agir em seis pilares:                  &lt;br /&gt;                1 – Efetividade da intervenção clínica;                  &lt;br /&gt;                2 – Auditoria clínica eficaz e participativa;                  &lt;br /&gt;                3 – Gestão eficiente do risco de eventos adversos;                  &lt;br /&gt;                4 – Educação e treinamento de profissionais;                  &lt;br /&gt;                5 – Desenvolvimento e pesquisa clínica;               &lt;br /&gt;                6 – Transparência em todos os processos e relações interpessoais   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns podem dizer que tudo não passa de evidente obviedade. E, na verdade, até deveria ser. Mas justamente por exigir um esforço para que se revisitem os processos assistenciais básicos e os fatores não mensuráveis a ele atrelados, acabam por ser negligenciados em troca de soluções ditas modernas. Para o pagador de serviço, e principalmente para o paciente, interessa o resultado final. Mas isso não parece estar muito claro na cabeça dos nossos gestores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de Gestão do Corpo Clínico está fundamentado basicamente na premissa de que os serviços de saúde precisam incentivar os profissionais (principalmente o Corpo Clínico, ou seja, médicos) a seguirem normas elementares de qualidade assistencial em benefício dos pacientes para os quais sua atividade-fim é voltada.  Para tanto, são preconizadas atitudes de incentivo à regimentalização, criação de comissões, resgate e valorização do papel do auditor, adoção de diretrizes e protocolos clínicos, regras de relacionamento multi-profissional, valorização da percepção do paciente a respeito do seu tratamento e de sua experiência dentro da organização, e o registro adequado de todos os eventos relacionados à sua prática (documentos, prontuários, justificativas, dentre outros).  Como se vê, nada além daquilo que se esperaria de um profissional no qual se supõe possuir uma bagagem cultural e técnica acima da média.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é o que ocorre. Nas organizações de saúde, as coisas mais simples e elementares são as mais difíceis de serem seguidas, as mais complicadas de se mensurar, as mais desprovidas de significado para a alta direção e, lamentavelmente, as que mais impactam na saúde financeira da organização, para ficar só nesse ponto. Perceber essa singela associação de idéias e seu resultado final precisa estar na pauta dos gestores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses aspectos intangíveis podem fazer grande diferença no desempenho dessas organizações. Os gestores, por sua vez, precisam estar totalmente alinhados com os conceitos de qualidade em geral, e mais especificamente compreender que os tempos agora são outros: os profissionais, notadamente médicos, são muito mais que agentes produtivos nessa cadeia. São co-responsáveis pela saúde organizacional e naturalmente eleitos a serem, além dos pacientes que estão aos seus cuidados, os grandes beneficiários desse conjunto de ações.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se conseguirmos sensibilizar os pseudo-gurus do planejamento estratégico em saúde de que a falta desse recheio fará toda a diferença nos seus planos de negócio, acredito ser possível uma melhora objetiva dos padrões de qualidade assistencial.  Copiar modelos pode provocar um distanciamento entre o histórico, missão, valores e arcabouço político organizacional, implicando em desperdício de tempo e dinheiro tal qual vem experimentando algumas organizações com suas consultorias externas e seus executivos contratados a preço de ouro.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esse respeito, recomendo a leitura do excelente artigo do Dr. Evandro Tinoco Mesquita, Diretor Clínico do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, publicado na Revista Melhores Práticas (www,revistamelhhorespraticas.com.br), na sua terceira edição.   Vamos ver se o futuro nos reserva ao menos algum avanço nessa percepção. Desconfio que conceitos dessa natureza deverão ser um grande diferencial competitivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-8179895427619325034?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/8179895427619325034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=8179895427619325034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8179895427619325034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8179895427619325034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2012/02/governanca-clinica-uma-nova-forma-de.html' title='Governança Clínica: uma nova forma de fazer a gestão clínica nos hospitais.'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-8306465623518615291</id><published>2011-07-04T11:40:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T11:40:30.658-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ANS'/><title type='text'>Resolução 259 da ANS e alguns aspectos de sua atuação</title><content type='html'>A ANS não é inimiga dos médicos. Também não carece de representatividade. Seu campo de batalha é árduo, e envolve um posicionamento político-estratégico tênue, entre a necessidade de manutenção de um mercado de saúde suplementar saudável para todos aqueles envolvidos nele, ao mesmo tempo em que tenta coibir abusos que venham a afetar o foco maior de sua atenção, ou seja, o beneficiário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos e não devemos desconsiderar o esforço conjunto de técnicos e consultores de alto nível que fazem parte de seus quadros. E, sinceramente, democracia demais não ajuda, atrapalha. Seus membros diretivos são nomeados por méritos, e se até hoje a estrutura administrativa da agência não atende a todas as suas inúmeras funções e deveres (e, efetivamente, ainda não atende), é muito mais em função de um processo de crescimento lento em comparação com a dinâmica do mercado. Aí sim, tenho que concordar que o Governo Federal poderia contribuir melhorando sua estrutura técnico-administrativa para poder atuar mais e melhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A função da ANS é de polícia, e isto está previsto em suas inúmeras leis regulatórias. Só não é maior por falta de perna, como dito acima, e também porquê se for agir com rigor com todas as alternativas de intervenção, como no caso da imposição de pagamento seguindo a orientação da CBHPM, por exemplo, o estrago seria maior que o benefício. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então posso compreender que o meio-termo (como em quase tudo na vida), é sempre bem vindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida em questão não irá superlotar consultórios. Não trará o caos, como muitos fazem questão de afirmar a todo momento. Talvez nem se revele impactante, na medida em que a maioria dos planos de saúde saudáveis (que absorvem a maioria dos usuários de planos de saúde) tem a capacidade de absorver com tranquilidade mudanças de rumo, de forma a não comprometer seus beneficiários (se bem que nem sempre o fazem). E se acontecer o caos nos consultórios, ótimo, tomara mesmo. O mercado estará num momento em que essa colaboração adicional pode, que sabe, universalizar o atendimento, ou torná-lo mais democrático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos muito a evoluir nesse terreno. A agência pode ser um grande catalisador das mudanças que são necessárias. A Resolução 259 é apenas um pedaço de um todo muito maior.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-8306465623518615291?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/8306465623518615291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=8306465623518615291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8306465623518615291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8306465623518615291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2011/07/resolucao-259-da-ans-e-alguns-aspectos.html' title='Resolução 259 da ANS e alguns aspectos de sua atuação'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-5690145641640514186</id><published>2011-07-04T10:10:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T10:10:58.634-03:00</updated><title type='text'>Detalhes que fazem a diferença</title><content type='html'>Um administrador hospitalar de um hospital de referência em uma macro-região de São Paulo me fez uma descrição de alguns itens relacionados à assistência ao paciente em sua organização que me deixaram bastante impressionado:&lt;br /&gt;1 - Opção de escolha de quartos para o paciente ao se internar, na eventualidade de haver opções;&lt;br /&gt;2 - Aparelho de DVD, por locação, acompanhado de uma série de títulos (para o paciente escolher) através de um acordo com uma locadora próxima;&lt;br /&gt;3 - Um funcionário do serviço de nutrição caracterizado como "maître", que visitava os pacientes em unidades abertas oferecendo um cardápio de opções para almoço e jantar, desde que adequados à prescrição nutricional. Em paralelo, um serviço de nutrição focado na satisfação do paciente e seus acompanhantes;&lt;br /&gt;4 - Um funcionário do hospital visitava diariamente todos os quartos oferecendo uma infinidade de opções de leitura, através de um acordo com o jornaleiro da esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses detalhes fogem completamente à missão maior do hospital de tratar de forma adequada e com a eficácia que se espera. Porém se formos analisar o cenário, qual é a organização hospitalar que não se encaixa nesse perfil, digamos, técnico-assistencial? Salvo exceções bizarras, o mercado hoje é composto em sua maioria de bons prestadores, até mesmo em função das exigências regulatórias, sanitárias e legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, como podemos nos tornar diferenciados sem fugirmos à nossa missão e sem envolvermos quantias vultosas em hotelaria, muitas vezes desprovida de qualquer sinal de calor humano?&lt;br /&gt;O segredo talvez esteja numa palavrinha chamada empatia. É ela quem faz a diferença. Identificá-la como atributo em seus colaboradores é uma obrigação de todo setor de RH, e a fiscalização de seu exercício é tarefa da mais alta relevância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paciente não pode ter uma impressão focada unicamente na dimensão tecnológica ou baseada em indicadores de seu hospital. Ele tem que ter vivido uma experiência ao qual ele possa se recordar sempre sem torcer o nariz. É assim que se ganha posição nesse mercado competitivo, em que a maioria dos gestores estão preocupadíssimos em comparar indicadores frios e desprovidos de espírito (não que não sejam importantes também). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, obviamente, esses conceitos podem e devem ser exercidos principalmente por aquele que é o maior diferencial para o sucesso dessa experiência: o médico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os interessados no assunto, recomendo a leitura do livro excelente de Fred Lee chamado "Se Dysney administrasse seu hospital". Muito boa obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, a descrição feita no início deste post refere-se a uma conversa ocorrida em 1989, numa época em que ninguém respirava ainda conceitos como qualidade. Vinte e dois anos se passaram e ainda nos nos tocamos disso (o detalhe do DVD foi proposita, mas na época era videocassete).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-5690145641640514186?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/5690145641640514186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=5690145641640514186' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/5690145641640514186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/5690145641640514186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2011/07/detalhes-que-fazem-diferenca.html' title='Detalhes que fazem a diferença'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-3792442049223341815</id><published>2011-06-14T15:31:00.000-03:00</published><updated>2011-06-14T15:31:26.750-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Corpo Clínico'/><title type='text'>Os gorilas e a importância do fator humano nos hospitais</title><content type='html'>Quando eu estava na faculdade, existia uma citação atribuída a um dos antigos professores que dizia o seguinte: se você colocar meia dúzia de gorilas nesta faculdade, eles podem demorar mas acabam se formando. A partir dessa frase fiz várias conjecturas, mas a que me parecia a mais apropriada tinha duas dimensões interligadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira delas diz respeito à importância da herança comportamental que os profissionais da área devem ter para o exercício da profissão. Os fatores tangíveis, ou seja, o conteúdo curricular, estágios e trabalhos em geral são objetivamente aferidos através de escalas consagradas de valores adotadas pelas instituições de ensino e seus avaliadores. Ou seja, a informação técnica e objetiva pode ser passada a todos, o que não ocorre com os valores, crenças, expectativas, postura e aspectos relacionais, éticos e comportamentais próprios de cada um e adquiridos ao longo da sua limitada vivência até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda refere-se à aplicação deste manancial e atributos mensuráveis apenas por aqueles que vivem o universo da gestão de pessoas e sabem exatamente o tipo de profissional que querem para si, levando em conta exatamente esses aspectos difíceis de serem aferidos por quem não está capacitado a reconhecê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O especialista Antonio Carlos Salles deu uma entrevista no Jornal A Tarde de Salvador, Bahia, em que comenta alguns desses aspectos, e ilustra com dados interessantes: 87% das pessoas são contratadas em função de questões técnicas, mas 92% são demitidas por questões comportamentais. Não é um disparate? Ou os setores de Rh selecionam mal nesse aspecto, ou não existe nenhuma estratégia organizacional para acompanhar de perto a atividade profissional do contratado. Ou ambos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginem então uma organização com suas muitas complexidades e peculiaridades chamada “hospital”. Imagine também a forma fragmentada como os serviços em geral são prestados, por seus diversos profissionais. E, aí vem o pior, imaginem os inúmeros médicos que fazem parte do Corpo Clínico prestando seus serviços de forma independente e frouxamente atrelados às rotinas da organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gestão do Corpo Clínico deveria ser levado mais a sério. Vale a pena investir. Por mais que se discutam os fatores responsáveis pelo estado atual das coisas, no fundo chega-se à mesma conclusão: o envolvimento dos médicos, não importa em que proporção ou modelo, é fundamental para o sucesso de qualquer organização hospitalar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugir disso é tentar fazer como os gorilas: vai demorar, mas vai se formar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando acontecer, vai haver tempo para competir com quem saiu na frente?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-3792442049223341815?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/3792442049223341815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=3792442049223341815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/3792442049223341815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/3792442049223341815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2011/06/os-gorilas-e-importancia-do-fator.html' title='Os gorilas e a importância do fator humano nos hospitais'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-8836539353393464899</id><published>2011-05-31T12:49:00.000-03:00</published><updated>2011-05-31T12:49:00.113-03:00</updated><title type='text'>Protocolo clínico para abordagem e tratamento das Pneumonias Adquiridas na Comunidade - PAC</title><content type='html'>A pedido de alguns colegas, publico aqui um protocolo que desenvolvi a alguns anos, mas que continua atualíssimo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PNEUMONIAS ADQUIRIDAS NA COMUNIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 – OBJETIVOS:&lt;br /&gt;  Por se tratar de doença altamente prevalente em nosso meio, principalmente entre a clientela que procura diariamente a Unidade de Emergência do Hospital X, faz-se mister organizar rotina de atendimento específica para este tema. Primeira causa de consulta entre as populações com idade superior a 65 anos, as doenças respiratórias são causa conhecida de morbidade e mortalidade. Nos Estados Unidos, é a sexta causa de morte geral e a primeira entre as doenças infecciosas. No Brasil houve 29370 óbitos por pneumonia em 1991, dos quais em 47,1% entre as pessoas com idade superior a 65 anos.&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;2 – DEFINIÇÕES OPERACIONAIS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Em pacientes ambulatoriais, a mortalidade nestes casos chega a ser inferior a 5%, entretanto naqueles que requerem hospitalização esta cifra pode chegar a 12%. Mas, em determinados grupos específicos de pacientes, tais como pacientes provenientes de asilos, a taxa de mortalidade chega a 40%.&lt;br /&gt;  Nos pacientes portadores de co-morbidades a taxa é reconhecidamente maior, principalmente naqueles portadores de DPOC, doenças cerebrovasculares e doenças cardíacas.&lt;br /&gt;  Além disso, paralelamente ao desenvolvimento de antibióticos mais amplos e potentes, o grau de resistência dos micro-organismos responsáveis pelas pneumonias vem aumentando de forma drástica. Nos Estados Unidos atualmente mais de 40% das cepas de S. Pneumoniae, germe na maior parte das vezes envolvido na etiologia das PAC´s, mostram resistência in vitro à penicilina.&lt;br /&gt;  Define-se como pneumonia adquirida em comunidade – PAC como sendo aquela que acomete o indivíduo fora do ambiente hospitalar ou nas primeiras 48 horas após internação do paciente.&lt;br /&gt;  Pneumonia atípica é aquela que tem como etiologia presumível ou confirmada, os seguintes germes: &lt;br /&gt;   * Mycoplasma Pneumoniae&lt;br /&gt;   * Legionella Pneumophila&lt;br /&gt;   * Chlamydia Pneumoniae&lt;br /&gt;   * Vírus (vírus sincicial respiratório, adenovírus, herpes vírus, coxsackie, hantavírus)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Pneumonia adquirida da comunidade severa é aquela no qual a gravidade é tal que necessita internação em Unidade de Terapia Intensiva. Pode ser devidamente estabelecida a necessidade de internação e UTI a partir de critérios de gravidade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Critérios menores: frequência respiratória maior que 30 ir/min;&lt;br /&gt;     relação PaO2/FiO2 &lt; 250;     pneumonia bilateral ou multilobular ao Rx;     pressão diastólica &lt; 60mmhg;     pressão sistólica &lt; 90mmHg     Critérios maiores:  necessidade de ventilação mecânica                                      aumento dos infiltrados pulmonares em 50% dentro de 48h                                      choque séptico ou necessidade de vasopressores por tempo superior a 4 horas                                      insuficiência renal aguda  A presença de dois critérios menores ou um critério maior define a necessidade de internação em UTI.         Fatores de risco modificáveis para aumento do risco de pneumonia por patógenos específicos:   Pneumococo resistente a penicilina –- idade superior a 65 anos    - terapia com beta-lactâmico nos últimos 3 meses    - alcoolismo- estados imunossupressivos (incluindo terapia com corticóide) - múltiplas co-morbidades                 Enterobactérias –- residentes em asilos       - doenças cardiopulmonares subjacentes   - múltiplas co-morbidades- antibioticoterapia recente                 Pseudomonas aeruginosa –- doença pulmonar estrutural ( principalmente bronquiectasia) - desnutrição- terapia corticosteróide ( prednisona em dose &gt; que 10mg/dia)&lt;br /&gt;- antibioticoterapia de amplo espectro superior a 7 dias no último mês&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 – ROTINA DE ATENDIMENTO AO PACIENTE COM SUSPEITA DE PAC NA UNIDADE DE EMERGÊNCIA &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O atendimento ao paciente com suspeita de PAC na Unidade de Emergência segue a seguinte seqüência:&lt;br /&gt;1 – Chegada do paciente através do portão principal;&lt;br /&gt;2 – Se o paciente não apresentar sofrimento físico agudo, um funcionário da recepção da unidade fará a abordagem inicial para preenchimento de ficha de atendimento;&lt;br /&gt;4 – Se durante a abordagem inicial for identificado que o paciente apresenta um quadro de falta de ar, imediatamente um ASH é chamado pela recepcionista (treinada na identificação deste tipo de paciente) para que o paciente seja encaminhado ao consultório de atendimento com prioridade e uma das enfermeiras de plantão seja notificada. Dependendo de seu estado geral, o paciente poderá ser encaminhado diretamente ao salão principal;&lt;br /&gt;5 – Uma vez no consultório, se após anamnese e exame físico inicial pelo médico de plantão for identificada uma possibilidade de PAC grave, imediatamente o paciente é conduzido pela enfermeira ao salão principal para receber atendimento imediato;&lt;br /&gt;6 – No salão principal, outro médico plantonista receberá o paciente e complementará a avaliação, ao mesmo tempo em que um Rx de tórax é providenciado com urgência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 – ABORDAGEM DIAGNÓSTICA:&lt;br /&gt;           História e exame físico completos, destacando:&lt;br /&gt;  # proveniência do paciente;&lt;br /&gt;  # tempo de duração das queixas;&lt;br /&gt;  # presença de fatores de risco para hospitalização:&lt;br /&gt;*idade superior a 65 anos;&lt;br /&gt;*coexistência das seguintes patologias:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- DPOC       - Bronquiectasia      - Doenças malignas    - Diabetes mellitus&lt;br /&gt;- Insuf. renal crônica     - Insu. cardíaca congestiva  - Etilismo crônico    - Desnutrição&lt;br /&gt;- Doença cerebrovascular     - Esplenectomizados         - Doença hepática crônica &lt;br /&gt;- Hospitalização recente ( até um ano)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*presença de certos achados físicos:&lt;br /&gt;- Freqüência respiratória maior que 30 ir/min &lt;br /&gt;- Pressão diastólica inferior a 60mmHg e/ou pressão sistólica inferior a 90mmHg&lt;br /&gt;- Pulso maior ou igual a 125bpm;   - TAX menor que 35 ou maior que 40ºC&lt;br /&gt;- Confusão ou diminuição do nível de consciência - Evidência de sítio extra-pulmonar de infecção&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*presença dos seguintes achados laboratoriais:&lt;br /&gt;- Leucócitos abaixo de 4000 ou acima de 30000/mm3, ou neutropenia abaixo de 1000/mm3&lt;br /&gt;- PaO2 abaixo de 60mmHg e/ou PaCO2 acima de 50mmHg `a gasometria arterial em ar ambiente&lt;br /&gt;- Mais que um lobo envolvido, presença de cavitação, rápida progressão radiológica, presença de derrame pleural; à radiografia de tórax&lt;br /&gt;- Ht maior que 30% ou Hb maior que 9,0mg/dl&lt;br /&gt;- Acidose metabólica&lt;br /&gt;             # tabagismo;&lt;br /&gt;Obs: lembrar que pacientes idosos ou com resposta imune comprometida podem se apresentar apenas com sintomas não respiratórios, tais como confusão, piora do quadro da doença de base, queda do estado geral ou do trabalho respiratório.&lt;br /&gt;           Rx de tórax PA e perfil;&lt;br /&gt;    Tomografia computadorizada: utilizar somente quando a radiografia de tórax não mostrar achados compatíveis com o quadro clínico;&lt;br /&gt;           Gasometria arterial: realizar sempre que houver  :&lt;br /&gt;           - presença de critérios para hospitalização&lt;br /&gt;    - sinais clínicos de rápida deterioração respiratória&lt;br /&gt;    - oximetria de pulso abaixo de 90% em ar ambiente&lt;br /&gt;           - doença pulmonar pré-existente;&lt;br /&gt;           Hemoculturas (2 amostras) : apenas para aqueles pacientes com critério para internação;&lt;br /&gt;           Hemograma e Tempo de Protrombina&lt;br /&gt;           Bioquímica básica: glicose, creatinina, TGO, TGP, sódio, potássio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs:  -testes específicos para confirmação da presença de Legionella spp. são possíveis de serem realizados, entretanto fogem à rotina de emergência em função de serem demorados em seu resultado;&lt;br /&gt;- bacterioscopia e cultura de escarro são testes classicamente indicados para detecção precoce do agente etiológico. Entretanto, devido ao seu baixo grau de especificidade, divide as opiniões na maioria doa consensos. Em nossa unidade não adotaremos esta rotina;&lt;br /&gt;- bacterioscopia e cultura de escarro através de tubo endotraqueal apresentam maior sensibilidade e especificidade, portanto podem ser feitos de rotina ( com técnica adequada à aspiração);&lt;br /&gt;- a broncoscopia diagnóstica e/ou terapêutica poderá ser realizada na Unidade ( acionar sobreaviso de broncoscopia) naquelas situações em que:&lt;br /&gt;# o paciente encontra-se entubado e em ventilação mecânica;&lt;br /&gt;# trata-se de paciente com outras morbidades, principalmente pulmonares;&lt;br /&gt;# o paciente esteve internado nos últimos 6 meses;&lt;br /&gt;# existe comprovadamente benefício na realização de “toalete” brônquica em função de acúmulo não removível de secreção brônquica , interferindo nas trocas respiratórias;&lt;br /&gt;# o paciente apresenta fatores de risco para infecção por Enterobactérias, P. Aeruginosa e Pneumococo resistente a penicilina;&lt;br /&gt;# não há perspectivas para internação ou transferência para unidade fechada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas situações, deverão ser realizadas coletas de amostras para bacterioscopia (GRAM e BAAR) e cultura sendo o material imediatamente encaminhado para o laboratório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;           Sinais de alerta: &lt;br /&gt;Confusão mental  Doença multilobular Sat O2 &lt; 90%     PAS &lt; 90 e/ou  PAD &lt; 60mmHg   Tax &gt; 38,5 ou &lt; 35º C    Taquipnéia &gt; 30ir/min&lt;br /&gt;           Solicitar hemoculturas (2 amostras em sítios diferentes e com intervalo de 2 horas entre as coletas) antes do início da antibioticoterapia e sorologia para HIV para aqueles dos grupos III e V (após assinatura de termo de consentimento esclarecido);&lt;br /&gt;           Contra-indicações de tratamento ambulatorial:  &lt;br /&gt;- Saturação de O2 &lt; 90%  - Instabilidade hemodinâmica - Estado geral precário&lt;br /&gt;- Co-morbidade com indicação de internação   - Intolerância às medicações VO&lt;br /&gt;- Falha terapêutica da medicação VO    - Condições sociais do paciente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 – TRATAMENTO:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Setor de Emergência, o paciente com PAC iniciará um tratamento antibiótico empírico, baseado da epidemiologia dos agentes etiológicos e na gravidade da apresentação clínica. Desta forma, pode-se dividir os esquemas terapêuticos como se segue:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          PAC para Tratamento Ambulatorial&lt;br /&gt;Monoterapia com macrolídeo (azitromicina ou claritromicina) ou quinolona respiratória (moxifloxacino ou levofloxacino).&lt;br /&gt;Pode-se prescrever amoxicilina, mas há falha terapêutica de 8-9% dos casos.&lt;br /&gt;Pacientes com DPOC e uso recente de antibióticos ou corticóides devem usar fluoroquinolona respiratória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          PAC com Suspeita de Aspiração&lt;br /&gt;Deve-se fazer cobertura para anaeróbios.&lt;br /&gt;Usar amoxicilina/clavulanato, associados ou não a macrolídeos.&lt;br /&gt;Outra opção: quinolona associada a metronidazol ou clindamicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          PAC em Pacientes Tratados em asilos&lt;br /&gt;Utilizar quinolona respiratória isoladamente ou amoxicilina/clavulanato associados a macrolídeo&lt;br /&gt;Opção: cefalosporina de 2ª geração associada a macrolídeo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;          PAC para Tratamento Hospitalar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pacientes internados em enfermarias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratamento antibiótico deverá cobrir Pneumococo, H. influenzae, bacilos entéricos gram-negativos, legionela e clamídia. Pode-se usar quinolona isoladamente.&lt;br /&gt;Opção: cefalosporina de 2ª, 3ª ou de 4ª geração (cefuroxime, ceftriaxona, cefotaxime, ceftizoxima ou cefepime) associada a um macrolídeo.&lt;br /&gt;Se há suspeita de aspiração, associar clindamicina IV&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 - PAC COM POSSIBILIDADE DE ETIOLOGIA POR P. AERUGINOSA (EM GERAL, UTI):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pacientes portadores de doença pulmonar estrutural grave, pacientes que receberam antibioticoterapia recente ou pacientes que fazem uso crônico de corticosteróides. Usar fluoroquinolona com atividade anti-pseudomonas (ciprofloxacino) associada a betalactâmico anti-pseudomonas (ceftazidime, piperacilina-tazobactam, carbapenem) ou a um aminoglicosídeo&lt;br /&gt;Opção: betalactâmico anti-pseudomonas + aminoglicosídeo + macrolídeo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 - DURAÇÃO DO TRATAMENTO: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duração média do tratamento antibiótico da pneumonia comunitária é de 1 a 2 semanas. PAC por germes atípicos, em pacientes imunocompetentes, devem ser tratadas por 2 semanas.&lt;br /&gt;Pneumonias por bactérias que causam necrose do parênquima pulmonar (S. aureus, Klebsiella, anaeróbios) podem precisar de terapia por 3 semanas ou mais, a depender da evolução clínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 - FALÊNCIA TERAPÊUTICA:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como regra geral, pacientes que não apresentam melhora nas primeiras 72h de antibioticoterapia ou que deterioram o estado geral em 24h devem ser reavaliados, pois o diagnóstico ou a terapia empírica podem estar incorretos.&lt;br /&gt;Sabe-se, entretanto, que a velocidade da resposta terapêutica na PAC depende do agente etiológico e do hospedeiro. Por exemplo, resposta clínica retardada pode ser esperada em pacientes idosos, debilitados ou com legionelose.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 – REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. I Consenso Brasileiro sobre Pneumonias. J Pneumol 1998; 24: 66-72.&lt;br /&gt;2 - Bartlett JG, Dowell SF, Mandell LA, File TM, Musher DM, Fine MJ. Practice guidelines for management of community-acquired pneumonia in adults. Clin Infect Dis 2000; 31: 347-82.&lt;br /&gt;3 - American Thoracic Society-Guidelines for the management of adults with community-acquired pneumonia. Am Respir Crit Care Med 2001; 163: 1730-54.&lt;br /&gt;4 - Mandell LA, Bartlett JG, Dowell SF, File TM, Fine MJ, Musher DM. Update of practice guidelines for management of community-acquired pneumonia in adults. Clin Infect Dis 2003; 37:1405-33.&lt;br /&gt;Mandell LA, Marrie TJ, Grossman RF, Chow AW, Hyland RH. Canadian guidelines for the initial management of community-acquired pneumonia: an evidence-based update by the Canadian Infectious Diseases Society and the Canadian Thoracic Society. The Canadian Community-Acquired Pneumonia Working Group. Clin Infect Dis 2000; 31: 383-421. &lt;br /&gt;5 - Consenso Brasileiro de Pneumonias em Indivíduos Adultos Imunocompetentes. J Pneumol (Supl 1) 2001: 27: 3-21.&lt;br /&gt;6 - Ministério da Saúde/SE/Datasus - Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS. Disponível em: http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/deftohtm.exe?idb2000/d14.def. Acesso em: 26/01/07.&lt;br /&gt;Simpson JC, Hulse P, Taylor PM, Woodhead M. Do radiographic features of acute infection influence management of lower respiratory tract infections in the community? Eur Respir J 1998;12:1384-7. &lt;br /&gt;Santos MC. Pneumonia adquirida na comunidade. Disponível em: www.fmt.am.gov.br/manual/pneumonia.htm. Acesso em: 19/01/07.&lt;br /&gt;7 - Oliveira AR, Goulart AC, Gomes JCP. Diretrizes Assistenciais do Hospital Sírio-Libanês. Protocolo de abordagem e tratamento empírico de pneumonia adquirida na comunidade. Disponível em: http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/medicos_profissionais_saude/diretrizes_assistenciais/pdf/ pneumonia_adquirida_adultos.pdf. Acesso em 19/01/07.&lt;br /&gt;8 - Cardoso AP, Menezes AMB, Lemos ACM, et al. Projeto Diretrizes. Pneumonias adquiridas na comunidade (PAC) em adultos imunocompetentes. Disponível em: http://www.projetodiretrizes.org.br/projeto_diretrizes/080.pdf. Acesso em: 19/01/07.&lt;br /&gt;9 - Fine MJ, Auble TE, Yealy DM, et al. A prediction rule to identify low-risk patients with community-acquired pneumonia. N Engl J Med 1997; 336: 243-50.&lt;br /&gt;10 - Ewig S, Ruiz M, Mensa J, et al. Severe community-acquired pneumonia. Assessment of severity criteria. Am J Respir Crit Care Med 1998; 158: 1102-8.&lt;br /&gt;11 - Kelsberg G, Safranek S, Ely JW. Clinical inquiries. How accurate is the clinical diagnosis of pneumonia? Fam Pract 2003; 52: 63-4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quaisquer dúvidas e sugestões escrevam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-8836539353393464899?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/8836539353393464899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=8836539353393464899' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8836539353393464899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8836539353393464899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2011/05/protocolo-clinico-para-abordagem-e.html' title='Protocolo clínico para abordagem e tratamento das Pneumonias Adquiridas na Comunidade - PAC'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-8045536460694456026</id><published>2011-04-07T17:45:00.000-03:00</published><updated>2011-04-07T17:45:50.424-03:00</updated><title type='text'>Dia Mundial da Saúde: há algo a se comemorar?</title><content type='html'>Todas as vezes que ouvimos falar sobre a Saúde, principalmente a saúde pública, existe uma tendência quase que universal de que o que será dito a respeito do assunto tem natureza crítica e depreciativa. Não é para menos. Às vésperas de mais um Dia Mundial da Saúde, seria bom refletir com um pouquinho mais de profundidade a respeito de um tema tão relevante, sem cair na cantinela rasa com que a maioria das críticas se apóia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que existem muitos motivos para que o nível de satisfação do usuário seja tão baixo, independente de o sistema de assistência ser público ou suplementar. Problemas de financiamento, de falta de políticas claras de administração de pessoal, de capacitação e de gestão de unidades de saúde são enunciados para justificar a falta de eficiência do Sistema Único de Saúde - SUS. Na outra esfera, com uma inflação “da saúde” maior que a planejada, acompanhada do aumento de externalidades, da expectativa de vida da população e dos custos médicos, a medicina suplementar tenta encontrar a melhor forma de se manter viva no cenário. Interessante é que a despeito de tantos problemas, tanto de um lado quanto de outro, ambos os sistemas coexistem e ainda assim têm a aprovação de grande parte dos usuários que deles fazem uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o propósito desta exposição não é fazer um comparativo entre ambos, e sim levantar a questão da saúde como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. José Carvalheiro, em artigo publicado na Revista Estudos Avançados em 1999 intitulado “Os desafios para a saúde – Dossiê Saúde Pública” (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-40141999000100002) faz uma interessante reflexão sobre o tema. Sem cair na tentação de repetir o óbvio, nos apresenta uma visão polissêmica deste dilema, nos mostrando que, antes de ser um problema nosso, é principalmente mundial. Inclusive em países como os Estados Unidos da América, que dedica 16% de seu produto interno bruto para financiar a saúde e é detentora de uma população de aproximadamente 40 milhões de pessoas totalmente à margem de qualquer tipo de assistência nesse quesito. A soma de população de vários países da África Subsaariana não chega a esse número.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo artigo, o autor faz uma comparação entre o jogo de forças em âmbito mundial, quando do estabelecimento de políticas de saúde para os países em geral: de um lado os princípios elementares da medicina social e da equidade/universalidade no planejamento e aplicação destas políticas pela Organização Mundial da Saúde – OMS e da Organização Pan-Americana da Saúde – OPAS; e de outro os princípios neoliberais de economia da saúde, seletividade na aplicação de recursos, competitividade e marcos regulatórios administrativos e econômicos fomentados pelo Banco Mundial. No meio desse jogo de forças, sistemas completamente heterogêneos, planejados de forma assincrônica ou simplesmente não planejados, sub-financiados e não sustentáveis, que caracterizam as políticas de saúde pública vigentes na maioria dos países pobres ou em desenvolvimento, como o nosso. Desse jogo de forças resulta a configuração de um sistema de saúde em países pobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão importante quanto dissecarmos os problemas relacionados aos sistemas de saúde, principalmente os públicos, e os motivos pelos quais não atingem seus objetivos, está a necessidade, na maioria das vezes esquecidas pelos governantes que se encontram na ponta do sistema, de internalizar a simbiose entre eficácia de medidas especificamente voltadas para os cuidados em saúde, e o cenário sócio-político no qual cada sociedade está inserida. Como dizia o Prof. Sérgio Arouca, por ocasião da realização da XII Conferência Nacional de Saúde, “O Movimento da Reforma Sanitária criou uma alternativa, que se abria para uma análise de esquerda marxista da saúde, na qual se rediscutia o conceito de saúde/doença e o processo de trabalho, em vez de se tratar apenas da relação médico/paciente. Discute-se a determinação social da doença e se introduz a noção de estrutura do sistema. Começamos a fazer projetos de saúde comunitária, como clínica de família e pesquisas comunitárias, e fizemos treinamento do pessoal que fazia política em todo Brasil.”(Revista RADIS, pág. 9, número 16, dez/2003).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As bases do nosso sistema de saúde são robustas e inteligentes. Seus idealizadores tinham noção bastante clara do que, dentro dessa perspectiva, seria necessário para romper a exclusão social na qual a maior parte da população vivia na época. Dentro de um sistema hegemônico neoliberal em que vivemos, vale a pena revisitar esses conceitos que se encontram atualíssimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deficiências versus avanços. Defasagem versus tecnologias. Coletivo versus individual. Em que ponto nos encontramos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não há consenso, melhor não generalizar. Se não há uniformidade, melhor não padronizar. Se não há satisfação ampla, melhor não rotular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de saúde ideal é vasto, multi-dimensional, profundo, complexo e extremamente entrelaçado com outros aspectos de nossa cultura e condição social. Afirmar peremptoriamente que é bom ou ruim tem mais a ver com que se ouve por aí ou por experiências pessoais (ou de seus familiares, amigos, amigos dos amigos, etc..).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Dia Mundial da Saúde convoco a todos, médicos e todos aqueles que de alguma forma podem contribuir para o bem estar de alguém, que simplesmente façam a sua parte. Saúde não tem pai nem mãe. É um conceito do qual nos apropriamos e fazemos uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o bem ou para o mal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-8045536460694456026?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/8045536460694456026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=8045536460694456026' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8045536460694456026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8045536460694456026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2011/04/dia-mundial-da-saude-ha-algo-se.html' title='Dia Mundial da Saúde: há algo a se comemorar?'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-5048840555948422692</id><published>2010-12-14T17:10:00.006-03:00</published><updated>2010-12-16T15:03:48.941-03:00</updated><title type='text'>Resolução 1.956/10: gol de placa para o Conselho Federal de Medicina</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Durante muito tempo hesitei em fazer algum tipo de comentário que envolvesse a questão da utilização de órteses, próteses, materiais implantáveis e materiais especiais, mais conhecidos pela sigla OPME. Reza a sabedoria popular que quanto maior a ignorância a respeito de um assunto suspeito, maior é a felicidade do indivíduo, e nesse caso não é diferente. Entretanto, já inicio esse texto informando que por mais ampla que seja a análise, ainda faltarão kilômetros de aspectos a serem comentados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Na condição de coordenador médico, vivenciando experiências em hospitais de todos os tamanhos e complexidades, me foi impossível não adentrar nesse universo tão complexo e ao mesmo tempo tão velado que envolve médicos, administradores de hospitais e representantes das indústrias de materiais, medicamentos e equipamentos. Na maioria das vezes, mesmo com o peso da representatividade, os avanços no entendimento mais detalhado do fenômeno não foi possível em função do pouquíssimo acesso às informações fornecidas pelos seus protagonistas. Naturalmente, não é o tipo de assunto que se fale por aí. Mas eis que, após alguns pequenos avanços, finalmente surge um documento mais completo e objetivo para regular as relações entre os fornecedores e aqueles que em função da utilização destes insumos podem ter algum benefício paralelo. É interessante notar que apesar desse avanço, em nenhum momento a sociedade civil tomou conhecimento mais aprofundado a respeito do grau com que essas relações ocorrem. O consumidor final, ou seja, o paciente, que pode ser qualquer indivíduo (inclusive você que me lê), não sabe o que envolve a aquisição e aplicação ou implantação daquele material, droga ou equipamento que está sendo indicado para tratamento de seu problema de saúde. Esse é um perfeito exemplo de assimetria de informação, na qual o paciente não tem a menor possibilidade de questionar se o que está sendo indicado é o mais correto, o melhor, o mais durável, o menos sujeito a defeitos e revisões, e por aí vai.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;As mudanças ocorridas no mundo e em nosso país nos últimos anos acentuaram ainda mais essa questão, proporcionando a oportunidade para que a discussão a respeito do tema tomasse seu lugar nas pautas. Comparando dois momentos na história recente do país podemos, dentre tantas outras diferenças, apontar algumas cruciais:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Década de 90:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cmedico%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Pirâmide populacional iniciando processo de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;inversão, menor proporção de idosos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Insumos médicos importados com preços muito elevados, regras fiscais e tributárias desestimulando a aquisição destes no exterior;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Produção industrial nacional incipiente e de baixa complexidade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Poucas inovações no mercado de drogas, próteses e órteses;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Menor quantidade de especialidades médicas no país;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Procedimentos de maior complexidade e custo geralmente repassados para e arcados pelo Sistema Único de Saúde;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Ausência de cobertura contratual para inúmeros procedimentos para usuários de planos de saúde;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Ambiente de inflação descontrolada e incertezas quanto às regras de comércio, desestímulo à produção e ao empreendedorismo; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Menor quantidade de profissionais médicos entrantes no mercado;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Poupança pública e individual em baixo nível;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Demandas éticas pouco noticiadas, conflitos de interesse pouco visíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Dias atuais:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;link href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Cmedico%5CCONFIG%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Inversão progressiva da pirâmide populacional, maior proporção de idosos;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Alíquotas de importação mais baixas para produtos médico-hospitalares, competitividade, fortalecimento das empresas nacionais, maior oferta de produtos importados de maior custo e complexidade;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Inovações sucessivas na cadeia de produção de artigos médico-hospitalares, principalmente próteses;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Criação de inúmeras sub-especialidades médicas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Regulação da Agência Nacional de Saúde – ANS no número de planos de saúde, interferência direta na determinação de reajustes a usuários, fiscalização das operadoras;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Reajustes de materiais especiais na Tabela SUS abaixo do esperado, viés econômico na preferência por materiais de origem nacional;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Incorporação de procedimentos especiais e de alta complexidade a serem arcados por planos de saúde;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Maior quantidade de profissionais no mercado;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Demandas judiciais freqüentes;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Maior acessibilidade à informação científica através da internet;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- Conflitos de interesse e demandas éticas mais visíveis, denúncias mais freqüentes;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Interferência direta da indústria na preferência do profissional, com oferta de benefícios de ordem financeira e outros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O constrangimento causado por esta prática vem despertando manifestações cada vez mais frequentes no meio médico, dado que nem mesmo escalas hierárquicas mais elevadas nas organizações são imunes à sedução, cada vez mais poderosa, que esses benefícios incluem. Estamos falando em valores que podem chegar a&amp;nbsp; cinco ou seis dígitos em função de percentuais sobre o valor de venda: no campo cardiologia intervencionista, por exemplo, equipamentos implantáveis tais como cardioversores/desfibriladores podem chegar a custar em média R$ 50.000,00 &lt;b&gt;na tabela SUS&lt;/b&gt;. No caso dos materiais utilizados pelos planos de saúde, esses valores podem duplicar ou até mesmo triplicar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Lembro-me bem de um texto publicado no portal do CFM em 2009, que mostrava a indignação do Dr. José Pedro Jorge Filho, intitulado "A Maldição da Prótese" (para ler na íntegra, acesse &lt;a href="http://www.portalmedico.org.br/artigos/artigo.asp?id=1059"&gt;http://www.portalmedico.org.br/artigos/artigo.asp?id=1059&lt;/a&gt;). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Nele, Dr. José Pedro coloca o assunto nas suas dimensões éticas de forma didática e contundente. Porém nada se compara à Resolução 1.956/10 (que pode ser acessada na íntegra em &lt;a href="http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2010/1956_2010.htm"&gt;http://www.portalmedico.org.br/resolucoes/CFM/2010/1956_2010.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;, &lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;comentários em &lt;a href="http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=21177:resolucao-recebe-apoio-de-entidades&amp;amp;catid=3"&gt;http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&amp;amp;view=article&amp;amp;id=21177:resolucao-recebe-apoio-de-entidades&amp;amp;catid=3).&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;O texto da resolução diz que, ao invés de direcionar sua escolha através de determinadas marcas de sua preferência, o profissional solicitante deverá listar as características físicas e funcionais do material que ele necessita para a realização de um determinado procedimento, sem mencionar fabricantes. A partir de então, caberá à fonte pagadora (SUS ou operadora de plano de saúde) adquirir o material com as especificações descritas.&amp;nbsp; No caso de não concordância com o material disponibilizado por esta última, diz o artigo 5º: "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;O médico assistente requisitante pode, quando julgar inadequado ou deficiente o material implantável, bem como o instrumental disponibilizado, recusá-los e oferecer à operadora ou instituição pública pelo menos &lt;u&gt;três marcas de produtos de fabricantes diferentes, quando disponíveis, regularizados juntos à &lt;span class="grame"&gt;Anvisa&lt;/span&gt; e que atendam às características previamente especificadas&lt;/u&gt;.&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Parágrafo único&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;. Nesta circunstância, &lt;u&gt;a recusa deve ser documentada e se o motivo for a deficiência ou o defeito material a documentação deve ser encaminhada pelo médico assistente ou pelo diretor técnico da instituição hospitalar diretamente à &lt;span class="grame"&gt;Anvisa&lt;/span&gt;, ou por meio da câmara técnica de implantes da AMB (&lt;a href="mailto:implantes@amb.org.br" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: black; text-decoration: none;"&gt;implantes@amb.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;),&lt;b&gt; &lt;/b&gt;para as providências cabíveis".&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; font-size: large;"&gt;&amp;nbsp; Se ainda assim persistir a divergência, diz a resolução que um perito especialista será nomeado para arbitrar a respeito da questão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Mal o documento acabou de ser escrito e uma série de manifestações, a maioria de apreço e incentivo, começaram a surgir (veja o resultado da reunião da Câmara Técnica de Implantes da Associação Médica Brasileira em 10/12 em &lt;a href="http://www.amb.org.br/teste/index.php?acao=mostra_noticia&amp;amp;id=6603"&gt;http://www.amb.org.br/teste/index.php?acao=mostra_noticia&amp;amp;id=6603&lt;/a&gt;). Outras tantas destacam a limitação da liberdade de atuação do médico, pedra angular da chamada boa prática. A esse respeito não há como deixar de registrar o frequente viés no qual tal argumento é levantado, a despeito da existência de excelentes profissionais que pautam seu trabalho com honestidade e retidão, sem se deixar seduzir por vantagens escusas. Mas o CFM entende que não há outra maneira, e nesse sentido foi um gol de placa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A discussão não se encerra com a publicação da resolução. Problemas devem surgir em decorrência de uma interpretação mais ou menos fora do eixo, de acordo com quem a interpreta. Senão vejamos:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * os planos de saúde devem ver na medida uma excelente oportunidade de oficializar aquilo que já vem sendo feito na prática. Com relação a este aspecto, muitas operadoras têm imposto aos profissionais que necessitam fazer uso destes materiais produtos fabricados por empresas desconhecidas ou com pouca tradição nesse mercado, a maioria nacionais, apesar de salvaguardadas as exigências legais e o registro destes na Anvisa. Muitos destes materiais despertam desconfiança, e nunca é demais lembrar que alguns riscos de mau funcionamento ou quebras (necessitando imediata intervenção para a retirada) existem, porque há diferenças de qualidade inequívocas entre os vários fabricantes, de uma forma geral. Aqui, como em qualquer segmento de mercado, maior qualidade e durabilidade estão geralmente associados a maior custo;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * um dos possíveis efeitos benéficos apontados pelos autores da resolução seria uma menor quantidade de demandas judiciárias em função de os conflitos poderem agora ser arbitrados sem a necessidade de irem até os tribunais. Não há nenhuma garantia de que o judiciário, que sente-se muito desconfortável em ter que julgar questões dessa natureza, ser impelido a julgar a capacitação do árbitro perito designado, se assim for contestado por uma das partes;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * e por falar em árbitro, a resolução também não fixou ainda os critérios para a nomeação deste. Falou-se em um perito especialista na área, e só. Aqui também não há, mesmo que esse perfil venha a ser parametrizado, nenhuma garantia de que ele mesmo não possa estar envolvido num conflito de interesses. Temos de um lado um médico, cidadão, e do outro uma grande empresa. Quem já viu o documentário "The Corporation" sabe do que estou falando;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * os profissionais&amp;nbsp; de saúde têm muitas competências, na imensa maioria das vezes utilizadas para o bem. Se um fabricante de material especial inventar que um dispositivo é mais eficiente se for pintado de azul e não de vermelho, e somente aquele fabricante assim o faz , com toda a certeza não faltarão estudos e pareceres atestando a eficiência do dispositivo azul (como dizia um professor de Metodologia Científica, nesse meio você prova o que quiser desde que tenha um bom estatístico por detrás da pesquisa). Estando o profissional seduzido, ele pode tirar vantagem disso;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * as tabelas de preço destes materiais não são uniformes. Diferenças exorbitantes no preço ocorrem entre países, entre estados, entre cidades, entre hospitais e entre operadoras de planos de saúde. Enquanto não houver a publicação de valores de referência, o trabalho de fiscalização será mais árduo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;É ver para crer. Torcemos muito para dar certo. Já estava na hora de alguém fazer algo a respeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 6pt 2.2pt 6pt 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-5048840555948422692?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/5048840555948422692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=5048840555948422692' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/5048840555948422692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/5048840555948422692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/12/resolucao-195610-gol-de-placa-para-o.html' title='Resolução 1.956/10: gol de placa para o Conselho Federal de Medicina'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-7998986741771373481</id><published>2010-12-07T08:49:00.003-03:00</published><updated>2010-12-07T12:52:22.034-03:00</updated><title type='text'>"Sobre a morte e o morrer" parte 5: a morte aonde menos se espera.</title><content type='html'>Um aspecto que passa frequentemente despercebido do público em geral, e inaceitavelmente ignorado ainda hoje pelos gestores de saúde em particular, é a questão da segurança ao paciente internado. Uma quantidade enorme de situações de risco está ocorrendo neste exato momento nos hospitais, não só no Brasil como no mundo inteiro, e geralmente são ocasionadas por erros de dosagem de medicações, interações medicamentosas não suspeitadas ou negligenciadas, efeitos adversos de drogas (antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos, contrastes iodados para exames de imagem, dentre outros) e derivados de sangue (incluindo reações alérgicas potencialmente fatais), efeitos nocivos ocasionados pelo uso de equipamentos utilizados em diagnósticos ou terapias (dialisadores, ventiladores mecânicos, cateteres inseridos com finalidade de monitoração clínica, etc..) e quebra de protocolos na assistência (tais como tempo de desinfecção de instrumentais cirúrgicos inadequado, falta de assepsia na manipulação de drogas e dietas, funcionários inadequadamente treinados no manejo de pacientes, dentre tantas outras situações). O Ministério da Saúde e a ANVISA, responsáveis pela regulamentação de normas voltadas para o setor, apresenta dados fragmentados e estatísticas imprecisas daquilo que se convencionou chamar de Farmacovigilância, Hemovigilância e Tecnovigilância, mas as dificuldades de mensuração destes eventos é realmente difícil. Como nosso país não privilegia uma política de fiscalização e capacitação na prevenção eficazes, os casos seguem acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 05/12, vimos acontecer mais um desses casos, com a menina Stephane dos Santos Teixeira, de apenas 12 anos. No caso dela, foi injetado em sua veia vaselina líquida ao invés de soro, levando a um agravamento do quadro, sua transferência para a UTI da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e posterior óbito (&lt;a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/12/06/cremesp-e-santa-casa-abrem-sindicancia-no-caso-da-adolescente-que-recebeu-vaselina-na-veia.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2010/12/06/cremesp-e-santa-casa-abrem-sindicancia-no-caso-da-adolescente-que-recebeu-vaselina-na-veia.jhtm&lt;/a&gt;). Esse é um exemplo extremo, gritante e absurdo, porém extremamente ilustrativo de como as coisas ocorrem. E não é o único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que na rotina dos hospitais os casos de danos à saúde dos pacientes, nem todos levando ao extremo do óbito, são bem mais sutis e podem facilmente ser atribuídos a outras coisas. No ambiente da UTI isso é levado ao extremo, pois nessas circunstâncias os pacientes, muitas das vezes idosos (população particularmente susceptível a efeitos adversos de drogas), portadores de múltiplas morbidades e crianças (principalmente neonatos, que não podem manifestar de forma objetiva o que sentem), são submetidos a inúmeros procedimentos e tratamentos que são necessariamente importantes, e que, com a consciência da equipe assistencial ou não, acabam por se constituir numa ação na qual o benefício supera o risco. E um eventual dano é assumido em função de uma possível vantagem no tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro setor crítico nesse aspecto é o centro cirúrgico. No embalo das reportagens oportunistas, a imprensa vem ressuscintando notícias de fatos passados, mas convenientes para engrossar a matéria. Recentemente uma criança de dois anos foi submetida a três procedimentos ao invés de um, como estava programado (veja &lt;a href="http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2010/11/10/ult4469u64731.jhtm"&gt;http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2010/11/10/ult4469u64731.jhtm&lt;/a&gt;). Todas as medidas disciplinares e administrativas parecem ter sido tomadas nesse caso. A direção do hospital parece ter agido como deveria. Mas engana-se quem acha que situações como essa são raras. Não são. A coisa é tão séria que os maiores institutos de qualidade dos Estados Unidos, local aonde situações como essas tem um impacto tremendo (principalmente no que tange a idenizações por erros médicos), recomendam a realização de um "check-list" completo pela equipe cirúrgica antes de qualquer procedimento, englobando, dentre tantas outras perguntas, algumas prosaicas como "você tem certeza de qual membro irá operar?". Parece engraçado, mas operar o joelho errado, por exemplo, não é novidade em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialistas no assunto advertem para o grau de conhecimento que um recém-formado em medicina tem a respeito da utilização das drogas em geral no tratamento de pacientes. Num estudo feito na Universidade de São Paulo, aonde se encontra a melhor escola médica do país, mais de cinquenta por cento dos entrevistados recém-formados não sabiam prescrever drogas de uso corriqueiro tais como analgésicos, drogas para vômitos e anti-inflamatórios. Muito menos seus potenciais efeitos interativos com outras drogas ou cuidados com superdosagem. Pesquisadores norte americanos vão mais além. Segundo vários deles, o custo total dos danos diretos e indiretos relacionados aos efeitos adversos de drogas e tratamentos só não superam aqueles relacionados às doenças cardiovasculares. Portanto, não é um detalhe: é um fato relevante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hospitais, principalmente aqueles de maior porte (acima de 100 leitos) devem constituir uma Comissão de Farmacovigilância (que englobaria também a hemo e a tecnovigilância), para a proteção de seus pacientes e também de seus colaboradores. Existem trabalhos na literatura bastante extensos ensinando a buscar o efeito adverso e a preveni-lo, assim como manuais atualizados da ANVISA, mas é necessário se prontificar a encontrá-los, analisá-los, adaptá-los à realidade da organização e a partir daí adotar uma postura pró-ativa na prevenção dos mesmos. O investimento seguramente é superado pelo benefício aos pacientes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muito bom se as agências fiscalizadoras das atividades hospitalares, através de órgãos públicos (como as secretarias de saúde, por exemplo), pudessem criar algum tipo de programa de capacitação em diversos níveis, visando a sensibilização do pessoal hospitalar e o fomento à criação destas comissões, com exigência de notificações, como já é feito em relação às infecções hospitalares, e a promoção de ações conjuntas de melhoria dos padrões. O Conselho Federal de Medicina, por determinação legal, obriga a todos os hospitais e formarem algumas comissões, ditas obrigatórias (Comissão de Ética, de Ética em Pesquisa, de Infecção Hospitalar, e de Revisão de Prontuário), além do Regimento Interno do Corpo Clínico. A Comissão de Farmacovigilância não é sequer citada. Porque se depender da vontade dos gestores, no atual cenário de contenção de gastos e de acomodação em relação a novos desafios, ficaremos na mesma situação. Principalmente numa questão na qual na esmagadora maioria das vezes o dano é sutil e não pode ser relacionado inequivocamente a um possível erro de dosagem, ou de interação medicamentosa, ou seja lá o que for.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-7998986741771373481?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/7998986741771373481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=7998986741771373481' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/7998986741771373481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/7998986741771373481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/12/sobre-morte-e-o-morrer-parte-5-morte.html' title='&quot;Sobre a morte e o morrer&quot; parte 5: a morte aonde menos se espera.'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-7579001299158458111</id><published>2010-11-30T18:57:00.000-03:00</published><updated>2010-11-30T18:57:14.821-03:00</updated><title type='text'>"Sobre a morte e o morrer" parte 4: quando não se pode tentar alguma coisa.</title><content type='html'>Volta e meia os meios de comunicação fazem alusão a situações marcantes do nosso cotidiano, algumas vezes apontando, sugerindo soluções e fomentando debates de alto nível. Em outras vezes, nos dá a sensação ou que não tem o que falar e explora-se aquilo que já é sabidamente um assunto instigante, ou que o fazem de forma propositadamente distorcida por incompetência ou má fé. Entretanto, agindo de forma sensacionalista ou comedida, a questão da falta de leitos de UTI incomoda e frequentemente povoa o noticiário e o discurso dos políticos e gestores em saúde, seja de forma demagógica, seja de forma bem intencionada na expectativa de apontar soluções para a questão. Porque quem tem um mínimo de seriedade e conhecimento do assunto sabe muito bem que é um problema insolúvel em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Jornal "O Globo" publicou no dia 15/11 recente a primeira do que seria uma série de reportagens sobre a crise na saúde (mas parece que não houve continuidade), envolvendo principalmente as UTI's dos hospitais da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (a íntegra pode ser vista em &lt;a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/15/media-de-obitos-do-ultimo-trimestre-chega-8-6-por-dia-nos-ctis-publicos-e-32-3-maior-que-dos-ultimos-dois-anos-923028748.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/11/15/media-de-obitos-do-ultimo-trimestre-chega-8-6-por-dia-nos-ctis-publicos-e-32-3-maior-que-dos-ultimos-dois-anos-923028748.asp&lt;/a&gt;). Nela, descreve-se, a partir de uma situação pontual, um cenário de adversidades e inadequações na prestação dos serviços em saúde que realmente impressionam, ilustrada com alguns números contundentes:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; * morre-se nas filas de vagas para UTI no estado 258 pessoas em média por mês, ou 8,6 pessoas por dia; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * existe um déficit de 510 leitos de UTI para suprir essa demanda;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * em dois anos de atuação da Central de Regulação de Leitos do Estado, verificou-se que em média apenas 36% dos pedidos de vagas em UTI para pacientes graves são contemplados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás dos dados, alguns pormenores que passam desapercebidos. Os hospitais públicos no estado do Rio de Janeiro, a maioria grandes prédios construídos no modelo "hospitalocêntrico" tão difundido quanto equivocado em nosso meio, são organizações antigas, muitas das quais herdadas do antigo INAMPS (que por sua vez se apropriou dos IAP's). Boa parte deles possuem centros de tratamento intensivo - CTI (como o carioca gosta de falar, em contraposição à UTI), com uma quantidade de leitos ebm dimensionada internamente para esta finalidade. Em se tratando de hospitais públicos, lá, mais do qualquer outra grande capital, existem os hospitais da Secretaria Estadual de Saúde (a que se refere a reportagem), os Hospitais da Secretaria Municipal de Saúde (a construção de hospitais municipais de maior porte não é uma constante em nosso país, sendo um modelo pouco seguido por outras cidades), os antigos hospitais do INAMPS que hoje fazem parte da rede do Ministério da Saúde (com gestão e financiamento federais), e as filantrópicas (destaque para a Santa Casa de Misericórdia). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vagas disponibilizadas para a internação de pacientes em hospitais públicos, inclusive aqueles que necesstam de UTI, devem ser geridas pelas Centrais de Regulação de Leitos, de acordo com a Portaria 1.559/08 do Ministério da Saúde. Isso acontece em todas as capitais e cidades maiores. Entretanto, no Rio de Janeiro, segundo a reportagem, os leitos de UTI disponíveis nos hospitais municipais e federais não entram na contabilidade pois não foram confiadas a sua gestão à Central de Regulação. Resultado: mais de 1000 vagas não entram na conta, o que não quer dizer que não estejam sendo utilizadas. Aqui, quem determina quem as ocupará é o gestor da unidade e não a central. Outro dado que, ao invés de trazer alívio traz maiores preocupações: segundo a Dra. Rosane Goldwasser, que para os intensivistas representa seriedade e comprometimento, "&lt;i&gt;de 2006 a 2010 o número de leitos de UTI da Rede Estadual do Rio de Janeiro...aumentou de 87, 11 e 171 para 253, 42 e 372 leitos de UTI adulto, pediátrico e neonatal, respectivamente, e passamos a atender de 2000 pacientes em 2006 a 9391 pacientes, isto é, quadruplicou-se o número de atendimentos&lt;/i&gt;" (veja depoimento completo em &lt;a href="http://www.amib.org.br/noticias.asp?id_noticia=827"&gt;http://www.amib.org.br/noticias.asp?id_noticia=827&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é complexa, para variar, e qualquer análise acerca das repercussões desta equação que não fecha devem contemplar uma análise mais aprofundada a respeito dos avanços (e retrocessos) recentes. Fato inquestionável é que as secretarias de saúde em geral têm apresentado investimentos vultosos na construção, ampliação e modernização de UTI's em suas unidades hospitalares, preenchendo um vácuo de muitos anos nesse aspecto assistencial (dentre os muitos existentes). Mas é insuficiente. Não só pela deficiência absoluta e relativa de leitos para atender a totalidade da população mas também por alguns fatores, centrais e periféricos, tais como:&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * a população brasileira está envelhecendo, não só sua longevidade média aumentou como também a proporção de idosos em relação à população em geral. Isso significar dizer que há uma tendência natural ao aparecimento de doenças próprias desta faixa etária, que por sinal se sobrepõem umas às outras em virtude&amp;nbsp; de algum grau de melhora no acesso aos serviços de saúde e às políticas de barateamento de medicamentos de uso contínuo. Assim, é natural que mais pessoas precisem de UTI porque mais pessoas estão convivendo com doenças crônicas que geralmente se tornam graves a ponto de precisarem deste leito quando se complicam;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * tal como dito acima, logo abaixo na incidência de população sujeita a dispor de leitos de UTI estão as vítimas da violência urbana. No Rio de Janeiro esse percentual, como todos sabem, é significante;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * UTI construída não é UTI funcionante. Algumas unidades inauguradas não podem ou não conseguem fazer cumprir a sua função por um motivo absolutamente singelo: não existem profisionais em número suficiente para fazê-las funcionar. O profissional médico, enfermeiro, fisioterapêuta e técnico de enfermagem, para ficar apenas nesses exemplos, para poder trabalhar em uma UTI, necessita ser dotado de alguns conhecimentos específicos, além de ser altamente desejável que tenha um certo grau de amadurecimento profissional para exercer com competência essa função. E não se encontram profissionais com esse perfil, problema que atinge também a rede hospitalar privada;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * os profissionais que atuam em UTI, justo aqueles que exibem uma qualificação adequada, somente aceitam ser remunerados com valores que justifique todo o investimento em capacitação que tiveram. As secretarias de saúde em geral não podem pagar esses salários, principalmente para os médicos, que vão prestar seus serviços na rede privada. Em alguns estados adotaram-se firulas administrativas para "driblar" o fato de a maioria destes não fazerem parte de seus quadros, e ainda por cima receberem salários competitivos, não sem resistências e críticas. Em alguns lugares serviços instalados retrocederam na qualidade em função da obrigatoriedade de preenchimento destes postos por profissionais do quadro funcional da secretaria, notadamente sem a qualificação necessária. Não seria distorcido dizer que em alguns lugares, se o paciente não morre por falta de vaga, morre por estar nela;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; * os poucos leitos existentes em UTI concentram-se nas grandes cidades. O que não quer dizer que o restante das populações das demais cidades não precisem de uma UTI. No interior de alguns estados do norte e nordeste, ter um agravo de saúde grave o suficiente que justifique internação em UTI (pública ou privada) é uma sentença de morte;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; * por fim, e não menos importante, nossa população é pobre. Não consegue vislumbrar a oportunidade de dispor de um plano de saúde na expectativa de sentir-se um pouco mais segura num momento como esse. Em torno de 60% dos leitos de UTI estão na rede privada, atendendo a cerca de 25-30% da população, enquanto os demais 40% restantes dos leitos atendem os restantes 70-75%. A conta não fecha. Mesmo nos hospitais privados eventualmente se noticia a dificuldade de se disponibilizar um leito de UTI. Ainda por cima, quando o idoso consegue ter acesso a um plano de saúde, frequentemente ele se vê obrigado a deixar de contribuir para o mesmo em função do aumento das mensalidades, por sua vez incrementada pelo aumento da sinistralidade presumida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso sistema público de saúde, pretensamente universal e integral, não é perfeito. Denominado Sistema Único de Saúde, apresenta uma complexidade e uma dificuldade de gerenciamento tão grandes quanto a população que dela faz uso (na teoria 75% da população, ou 150 milhões de pessoas. Na prática, e com a prerrogativa da lei, 100% da população, principalmente quando aqueles que têm planos de saúde a ele recorre em função de negativas de tratamentos). Não se pode negar que avanços consideráveis foram alcançados, mas, via de regra, é mais interessante noticiar a miséria humana em seus diversos cenários, é mais impactante e dá mais audiência. Muito raramente se noticia, por exemplo, que o mais ambicioso programa de transplante de órgãos do planeta é financiado integralmente pelo SUS (os transplantes não são cobertos pelos planos de saúde), muito menos as estatísticas a ele relacionada. Ou os dados do programa de tratamento dos soro-positivos para HIV, bancado integralmente por ele (os planos de saúde nem de longe cogitam a idéia de fazer algo semelhante). Na maioria das vezes quando se fala em SUS a imagem é emergência cheia, gente morrendo na porta do hospital por falta de vaga, os velhinhos dentro da ambulância sem atendimento....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pretende com isso fechar os olhos para as iniquidades do setor, que existem, devem ser encaradas de frente, e exigem atitudes sérias por parte de seus gestores. Pelo visto, ainda vamos conviver com novos retornos a esse tema, apesar de, objetivamente, haver uma tendência à diminuição. Acabar, nunca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="font-family: arial; font-size: 8pt;"&gt;&lt;span style="color: #666666; font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-7579001299158458111?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/7579001299158458111/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=7579001299158458111' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/7579001299158458111'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/7579001299158458111'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/11/sobre-morte-e-o-morrer-parte-4-quando.html' title='&quot;Sobre a morte e o morrer&quot; parte 4: quando não se pode tentar alguma coisa.'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-4711650244773382793</id><published>2010-11-28T11:25:00.000-03:00</published><updated>2010-11-28T11:25:02.084-03:00</updated><title type='text'>"Sobre a Morte e o Morrer", parte 3: controvérsias no campo de batalha</title><content type='html'>É muito difícil encontrar um médico que trabalhe no ambiente de uma UTI que não tenha se defrontado com uma situação, cada vez mais presente e corriqueira, de se questionar se vale realmente a pena ou não utilizar os recursos técnicos à sua disposição naquele momento para prolongar a vida de um indivíduo cujas reais chances de recuperação de seu estado são nulas ou próximas a isso. Tal cenário enseja inúmeras reflexões, mas nos ateremos às de caráter técnico-científico:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1 - Quem pode afirmar que um paciente não tem mais chance de cura ou recuperação?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;À exceção dos resultado bastante convincentes dos testes descritos no &lt;b&gt;"Protocolo de morte encefálica"&lt;/b&gt;, aprovado pelo Conselho Federal de Medicina (&lt;b&gt;Resolução CFM&lt;i&gt; &lt;/i&gt;nº 1.480 de 08/08/97&lt;/b&gt;), não há nenhum elemento objetivo de predição absoluta a respeito do desenlace fatal de algum paciente, mesmo aqueles considerados portadores de situações de saúde muito graves. A percepção a respeito do inevitável desfecho pelos profissionais que atuam em UTI's ou áreas afins, assim como do tempo provável em que isso irá ocorrer, parte de um pressuposto baseado em larga experiência no acompanhamento de casos semelhantes por esses mesmos profissionais, a despeito da inexistência de dados exatos. Há que se frisar que todo paciente com diagnóstico de morte encefálica é, por natureza, um paciente muito grave, mas nem todo paciente muito grave está em morte encefálica. Aliás, no cotidiano das UTI's, a maioria não está. Carece, portanto, o profissional dos meios necessários para, de forma inequívoca, confirmar a inexorabilidade do desfecho fatal para aquele paciente em particular através de testes e exames padronizados. Entretanto, salvo raras exceções e desde que estejamos lidando com uma equipe competente, os demais elementos se juntam para compor um cenário no qual se pode sim afirmar com razoável grau de certeza que em certas situações não há absolutamente mais nada a se fazer a não ser privilegiar medidas de conforto.&lt;br /&gt;Obviamente que para o leigo tais percepções passam ao largo com esse detalhamento. Mas a experiência mostra que na maioria das vezes os acompanhantes e familiares conseguem perceber mais ou menos o que está para ocorrer, independente do que informa a equipe assistencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2 - Há algum amparo legal em se proceder à descontinuidade de um tratamento, baseado na conclusão de que o investimento revela-se fútil?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Primeiro vamos definir melhor: tratamento fútil a um paciente, hospitalizado ou não, é, como diz o termo, aquele que não acrescenta ou agrega nenhum valor no processo de recuperação do mesmo, podendo mesmo às vezes até trazer prejuízos e sofrimento físico. Qualquer tratamento. Já o ato de suspender a aplicação tratamentos fúteis a pacientes internados, geralmente em UTI's, em função da ausência total de perspectiva de recuperação, é chamada &lt;b&gt;ortotanásia&lt;/b&gt;. A esse respeito, no ano de 2006 o Conselho Federal de Medicina emitiu outra resolução &lt;b&gt;(Resolução CFM 180.5/2006)&lt;/b&gt; discriminando o assunto, na época de sua divulgação gerando inclusive uma polêmica enorme em diversos meios (a esse respeito veja a excelente exposição do advogado Alexandre M. Moreira em &lt;a href="http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/3373/A-ortotanasia-e-a-Resolucao-CFM-1805-2006?src=busca_referer"&gt;www.direitonet.com.br/artigos/exibir/3373/A-ortotanasia-e-a-Resolucao-CFM-1805-2006?src=busca_referer&lt;/a&gt;). Quanto ao amparo legal para a aplicação dos princípios emanados por esta resolução, estes não existem ainda, pois o nosso Código Penal não tipificou esse pormenor, e talvez nunca o tipifique em função de incontáveis distorções que podem surgir em torno de sua interpretação, muitas das quais de caráter religioso e doutrinário. Mas vale lembrar que deixar de aplicar tratamentos, exames e terapias sem fundamento em função do quadro irreversível do paciente não significa de forma alguma não tratá-lo com respeito e dignidade, promovendo medidas de conforto tais como baixo ruído, presença mais amiúde de familiares, analgésicos potentes e sedativos para aliviar qualquer desconforto, medidas de higiene adequadas, manobras posturais adequadas, e, principalmente, contato aberto, franco e solidários com os seus familiares e acompanhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos pensar se efetivamente há a necessidade de haver dilemas nessa situação. Como quase tudo que envolve o tratamento do paciente grave, principalmente na UTI, muitas variáveis estão em jogo e muitas pessoas estão envolvidas. Mas não se deve perder de vista o fato de que o objeto de maior atenção continua a ser o paciente. E não se pode deixar, em momento algum, de abrir mão de uma abordagem objetiva, franca e paciente com os seus familiares e acompanhantes. Independente de credo ou momento psicológico, há uma tendência a uma maior receptividade por parte destes com relação às informações que são prestadas, não sendo raro o estabelecimento de uma relação de confiança para com a equipe assistencial no que diz respeito às intervenções ou a ausência delas, e seus motivos. Em resumo, uma relação de respeito e acolhimento com familiares faz uma enorme diferença em como a equipe pode atuar nessa questão, ficando mais à vontade para adotar a melhor postura frente ao paciente sem receio de manifestações inesperadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-4711650244773382793?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/4711650244773382793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=4711650244773382793' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/4711650244773382793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/4711650244773382793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/11/sobre-morte-e-o-morrer-parte-3.html' title='&quot;Sobre a Morte e o Morrer&quot;, parte 3: controvérsias no campo de batalha'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-4205030642702191505</id><published>2010-11-22T19:11:00.001-03:00</published><updated>2010-11-25T16:51:51.226-03:00</updated><title type='text'>"Sobre a morte e o morrer" parte 2: a informação sobre a morte tratada com desdém pelos hospitais</title><content type='html'>&lt;taghw&gt;Alguns aspectos da assistência hospitalar frequentemente  passam desapercebidos do público em geral. Outras vezes passam  desapercebidos também dos gestores  hospitalares que, absorvidos no cotidiano das organizações em múltiplas tarefas,  frequentemente não percebem alguns fatos relevantes ou não são  informados adequadamente sobre os mesmos. &lt;/taghw&gt;&lt;br /&gt;No ambiente  hospitalar, é preocupante ver que na maioria das organizações  consideradas de primeira linha, assim chamadas em função de avanços nos  seus processos de incorporação tecnológica, de políticas de qualidade e  de capacitação dos seus quadros, ainda ocorram inadequações graves na  condução de processos elementares. Uma dessas inconformidades diz  respeito à forma como essas organizações tratam o óbito de um paciente  internado. &lt;br /&gt;Devemos sempre lembrar que a "Declaração de Óbito"  (mais comumente chamada Atestado de Óbito) é a única fonte de informação  dos órgãos governamentais para a realização de estatísticas sobre  morbi-mortalidade na população, que por sua vez vão gerar políticas  voltadas para um melhor planejamento da assistência médica nas grandes  populações através do direcionamento de recursos, criação de unidades de  saúde, contratação de profissionais e realização de campanhas. Além  disso, é fonte de dados para pesquisadores de agências nacionais e  internacionais em diversos trabalhos científicos que envolvem,  inclusive, a criação de "ranking´s" de eficiência na implantação de  políticas de saúde. Os organismos buscam as informações nos cartórios,  aonde são emitidas as "Certidões de Óbito" com os dados relacionados à  causa da morte (ou causas), por sua vez fornecidos por quem preencheu a  Declaração de Óbito, ou seja, o médico.&lt;br /&gt;&lt;taghw&gt;Eis que em nosso país na imensa maioria dos casos esse documento, de enorme valor  enquanto fonte de dados, é manipulado por profissionais que não tem o  preparo adequado para preenchê-lo. O médico que assina a Declaração de  Óbito num paciente hospitalizado via de regra não conhece e não prestou  antes assistência direta ao paciente que acaba de falecer, algumas vezes  apenas o fez em seus momentos finais, em função do atendimento da  intercorrência que culminou com o óbito. É geralmente um plantonista de  um outro setor, e que tem, entre as suas obrigações, o dever de assistir  às urgências de pacientes internados.&amp;nbsp;&lt;/taghw&gt;&lt;br /&gt;O documento que  ele assina tem espaços destinados à colocação do evento principal que  levou àquele desfecho, assim como os eventos secundários que podem ou  não estar relacionados ao evento principal. Ao todo, são cinco espaços  destinados à colocação de diagnósticos. Existe também um espaço  destinado à caracterização do grau de relacionamento entre o  profissional que assina o atestado e o paciente, onde se pergunta se o  profissional que assina o documento é aquele que prestou a assistência  durante o seu período de internação. Dentre as opções, existe uma  chamada "substituto", que vem a ser a mais frequentemente assinalada.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;taghw&gt;Engana-se quem pensa que esses espaços são preenchidos de forma  adequada, fazendo com que o valor da Declaração de Óbito seja  respeitado. Na imensa maioria das vezes as organizações preferem ignorar  essa relevância, deixando o preenchimento a cargo de médicos sem  treinamento no preenchimento do documento, e o pior, sem conhecer o  paciente. Isto porque o profissional que assiste ao paciente, o médico  titular que o conhece, geralmente não está disponível para  comparecer ao hospital naquele momento e inserir os dados da forma  correta. Outras vezes ele não é localizado. E em outras, quando o  paciente é assistido por dois ou mais profissionais especialistas  simultaneamente, é extremamente comum a escusa de um ou todos em assinar  o documento, ou mesmo orientar o preenchimento deste, sob a alegação de  que não é o médico assistente, mas apenas um consultor. Por isso a quadrícula "substituto" é a mais frequentemente assinalada.&lt;/taghw&gt;&lt;br /&gt;A  equipe de enfermagem frequentemente arca com a responsabilidade de dar o  melhor direcionamento a um processo que deriva de uma responsabilidade  ética e legal única e exclusivamente médica.&lt;br /&gt;&lt;taghw&gt;Os hospitais  que implantaram núcleos de epidemiologia parecem ter um desempenho  melhor na qualidade da informação gerada pelas Declarações de Óbito,  seja através de uma ação  educativa com os profissionais, seja através de proposições junto à  alta direção que privilegiem um adequado registro. Aqueles que  implantaram equipes de médicos hospitalistas também experimentam  registros um pouco melhores. &lt;/taghw&gt;&lt;br /&gt;Uma das ações possíveis é,  por mais banal que possa parecer, estipular no documento de internação o  profissional titular pela assistência, para que este seja acionado em  situações como essa, seja para orientar o preenchimento da declaração  (no caso de não estar disponível para preenchê-lo), seja para fazê-lo  pessoalmente. Se em algum momento da assistência sua participação na  condução da assistência àquele paciente deixou de ser relevante, e outro  profissional passa a sê-lo, este último assume a titularidade.&lt;br /&gt;O  que se espera é que a qualidade da informação seja adequada, servindo  assim ao propósito fundamental de embasar políticas de saúde, além de  servir de ferramenta de planejamento interno e fonte de dado confiável  em demandas jurídicas ou relacionadas à idenização de familiares por  seguradoras.&lt;br /&gt;É, antes de tudo, um compromisso com a verdade. Não  fica bem uma organização fornecer uma informação desta natureza de forma  leviana ou insuficiente.&lt;br /&gt;Nota: alguns textos interessantes para quem quiser se aprofundarno assunto (e são poucos) -&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.scielo.br/pdf/rsp/v24n4/09.pdf"&gt;http://www.scielo.br/pdf/rsp/v24n4/09.pdf&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/iesus_vol11_1_editorial.pdf"&gt;http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/iesus_vol11_1_editorial.pdf&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-4205030642702191505?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/4205030642702191505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=4205030642702191505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/4205030642702191505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/4205030642702191505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/11/sobre-morte-e-o-morrer-parte-2.html' title='&quot;Sobre a morte e o morrer&quot; parte 2: a informação sobre a morte tratada com desdém pelos hospitais'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-1608973102251035163</id><published>2010-11-15T16:26:00.001-03:00</published><updated>2010-11-25T16:53:12.207-03:00</updated><title type='text'>"Sobre a Morte e o Morrer", parte 1: generalidades</title><content type='html'>A frase acima é o título de uma obra ímpar na literatura, não necessariamente médica, escrito por uma inglesa em meados do século passado chamada Elizabeth Kubler Ross. Com ela, inaugurou-se uma ciência chamada Tanatologia, que se ocupa de estudar a morte nas suas dimensões forenses, psicológicas, sociais e antropológicas. Ou seja, é um estudo multi-dimensional. E nem poderia ser de outra forma, pois são tantos os aspectos relacionados a este inevitável momento, que reduzi-lo a um enfoque apenas seria, no mínimo, injusto.&lt;br /&gt;Eu recomendo a leitura deste livro para profissionais de saúde e público em geral. É uma boa forma de se introduzir num assunto tão cercado de tabus, e que a todo instante envolve aqueles que trabalham nos hospitais, particularmente nas UTI's.&lt;br /&gt;Basicamente, seu relato trata de questões relacionadas aos pacientes portadores de doenças terminais, ou seja, aqueles em que não há nenhuma expectativa de cura de sua doença básica, e que nada pode ser feito a não ser minorar o sofrimento físico e espiritual, além de compreendê-los e dar o suporte necessário para que ele percorra todo um roteiro instintivamente seguido sem ter sido apresentado, que envolve a negação, a revolta, a negociação, a introspecção e a aceitação. &lt;br /&gt;Após tantos anos trabalhando nesse ambiente, me dei conta que não importa a experiência que você adquire no trato diário do paciente, ser humano como você que me lê: não há como não se sensibilizar com o sublime momento em que o espírito vivo abandona gradativamente a matéria que fica. Principalmente em ocasiões nas quais as condições a que um paciente está submetido (nas UTI's por exemplo) são muitas vezes degradantes em função de seu lastimável estado de saúde, mas que são as tecnicamente recomendadas, na expectativa de reversão de quadros clínicos muitas vezes tão graves que soa falsa a afirmação de que o mesmo está "confortável". Quem poderia estar confortável tendo seu corpo aviltado de maneira não consentida por tubos, cateteres, equipamentos, sondas, fraldas e outras tantas coisas estranhas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos a falar sobre mais alguns aspectos adicionais nas próximas postagens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-1608973102251035163?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/1608973102251035163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=1608973102251035163' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/1608973102251035163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/1608973102251035163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/11/sobre-morte-e-o-morrer-parte-1.html' title='&quot;Sobre a Morte e o Morrer&quot;, parte 1: generalidades'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-3943899858485704802</id><published>2010-11-11T15:04:00.000-03:00</published><updated>2010-11-11T15:04:58.165-03:00</updated><title type='text'>Lá vamos nós de novo com a CPMF...</title><content type='html'>Se tem uma coisa nesse país que é consenso entre todos os cidadãos, essa coisa chama-se aversão a impostos. Todos odeiam. E acredito que a grande maioria assim se comporte em função da forma imoral e irresponsável com o qual as autoridades públicas tratam nosso dinheiro.&lt;br /&gt;A CPMF, criada e ardorosamente defendida por uma autoridade incontestável no cenário político da época, Dr. Adib Jatene, então Ministro da Saúde, desvirtuou-se completamente de sua finalidade, pois na prática serviu para cobrir buracos alheios. Vendida como uma das principais soluções para o crônico financiamento deficiente da saúde, acabou por se transformar num recurso que cobria tudo, menos aquilo para qual foi criada. E acabou extinta não por algum tipo de demonstração de cidadania e bom senso dos parlamentares de oposição do congresso e senado federal, mas pela pressão popular e das entidades civis.&lt;br /&gt;Eis que o Ministro Temporão resolve abraçar a bandeira da recriação da CPMF, só que agora travestido de outro nome: CSS - Contribuição Social da Saúde. O discurso permanece o mesmo, aquele blá, blá, blá de sempre de que agora seria diferente, pois novos dispositivos criados pelos parlamentares no Congresso Nacional para impedir o que ele chama de "desvirtuamento de sua finalidade". E ainda tem a cara-de-pau de dizer que "isso não passa de lenga-lenga e ladainha", acerca da necessidade ou não da criação do novo imposto (veja entrevista completa no O Globo, &lt;a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/09/temporao-volta-defender-mais-recursos-para-saude-mas-nao-com-modelo-da-cpmf-922982789.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/11/09/temporao-volta-defender-mais-recursos-para-saude-mas-nao-com-modelo-da-cpmf-922982789.asp).&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ninguém mais se recorda da Emenda 29. Criada por ocasião dos 10 anos de existência do SUS, ou seja, produto de uma gestação prolongada e intensamente refletida e debatida, a proposta põe fim a essa discussão estéril, antipática e imoral (&lt;a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc29.htm"&gt;http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc29.htm&lt;/a&gt;). Até hoje está na gaveta, por falta de vontade política daqueles que deveriam ser os primeiros a defendê-la. Vejam o artigo de Gustavo Corrêa, publicado no O Globo de 08/11/2010 (&lt;a href="http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/11/08/regulamentacao-da-emenda-29-melhor-caminho-para-elevar-financiamento-da-saude-922968320.asp"&gt;http://oglobo.globo.com/opiniao/mat/2010/11/08/regulamentacao-da-emenda-29-melhor-caminho-para-elevar-financiamento-da-saude-922968320.asp&lt;/a&gt;) para maiores detalhes.&lt;br /&gt;Senhor Ministro, nosso problema é sim, de gestão. Ache os meios técnicos e, principalmente, morais e legais de manter a integridade da utilização destes recursos que a saúde pública no Brasil encontrará rapidamente os 40 a 50 bilhões de reais que o senhor busca com a sua CSS.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-3943899858485704802?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/3943899858485704802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=3943899858485704802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/3943899858485704802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/3943899858485704802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/11/la-vamos-nos-de-novo-com-cpmf.html' title='Lá vamos nós de novo com a CPMF...'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-496806705606020268</id><published>2010-11-04T17:44:00.000-03:00</published><updated>2010-11-04T17:44:34.865-03:00</updated><title type='text'>Sepse: comentários finais.</title><content type='html'>Uma vez definida e mais ou menos explicada quanto aos seus fatores associados, além de já termos comentado a respeito de alguns aspectos relacionados à sua incidência, mortalidade e fatores vinculados a problemas no seu diagnóstico e tratamento nos hospitais do Brasil, completo essa sequência citando alguns pontos adicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, bom era o tempo em que grave mesmo era ser identificado na escola como portador de piolho na cabeça, sendo necessário se submeter ao "tratamento" intensivo com Neocid. Naquela época morria-se muito de infecções graves, como hoje, mas seguramente o papel atribuído aos germes resistentes, principalmente aqueles adquiridos nos hospitais, não era tão importante como é hoje. Numa relação de causa e efeito simples, o destaque (ainda pouco) dado ao assunto sepse vem crescendo na mesma proporção em que se notificam bactérias super-resistentes. O que é uma pena, pois ela já faz parte do cotidiano das UTI's, contribuindo significativamente para a morte de muitos pacientes potencialmente tratáveis. E digo potencialmente porque existem sim recomendações muito bem estabelecidas para o tratamento da sepse, e que se baseiam numa premissa básica: rapidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato a se lamentar é que os serviços de saúde em geral não costumam favorecer as abordagens imediatas e às vezes agressivas que devem ser feitas nesses casos. Para piorar, a classe médica também não está adequadamente preparada para identificar essa situação e tomar as providências cabíveis imediatas. E são providências muito básicas, sem maiores complicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, num artigo do &lt;i&gt;The New England Journal of Medicine&lt;/i&gt;, a revista científica médica mais respeitada do mundo, um pesquisador chamado Emanuel Rivers chamou a atenção para como as medidas simpes feitas na própria emergência dos hospitais tinham repercussões tremendas na sobrevivência daqueles que se apresentavam com suspeita de sepse (se tiverem curiosidade, vejam &lt;a href="http://www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMoa010307"&gt;www.nejm.org/doi/pdf/10.1056/NEJMoa010307&lt;/a&gt;). Desde então esse "manual" se tornou uma referência entre os estudiosos, que juntamnete com o lançamento no mercado mundial da única droga realmente promissora aprovada para tratamento das alterações graves induzidas pela sepse no homem, a dotrecogina alfa ativada, motivaram a realização de algumas camapnhas para esclarecimento da classe médica a respeito do tema. Diga-se de passagem, foi necessário um ente privado, no caso o laboratório que fabrica a droga, fomentar a discussão e trazer para perto dos profissionais esse conhecimento, que deveria ser de responsabilidade dos órgãos públicos de saúde. Evidentemente que a prescrição da droga, caríssima por sinal, recebeu um impulso. Afinal, não existe almoço de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim são louváveis, porém ainda tímidas, as iniciativas de algumas associações. Dentre elas, destaco o Instituto Latino Americano de Sepse - ILAS (&lt;a href="http://www.sepsisnet.org/"&gt;www.sepsisnet.org&lt;/a&gt;), entidade sem fins lucrativos, que dá uma orientação muito boa e completa para o público em geral e para os profissionais de saúde. Vale a pena conferir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-496806705606020268?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/496806705606020268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=496806705606020268' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/496806705606020268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/496806705606020268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/11/sepse-comentarios-finais.html' title='Sepse: comentários finais.'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-1955483002446701504</id><published>2010-11-03T16:08:00.000-03:00</published><updated>2010-11-03T16:08:36.622-03:00</updated><title type='text'>Ainda sobre a sepse.</title><content type='html'>Começo fazendo um esclarecimento a respeito de uma dúvida de um leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sepse é um estado que pode ser provocado a partir de uma infecção em qualquer parte do corpo, causada por uma bactéria, um vírus ou um fungo. Por serem agentes infecciosos, via de regra eles somente são eliminados se, dentre várias medidas, forem utilizados os antibióticos adequados nas doses e vias de utilização corretas. Entretanto, em se tratando de uma bactéria multi-resistente (como no caso da KPC), a eficácia da utilização do antibiótico fica comprometida em função de sua resistência. Nessa circunstâncias, o resultado geralmente não é o melhor e frequentemente o paciente morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez mais ou menos dimensionado o problema, que, volto a repetir, é de total desconhecimento da população em geral (acostumada muitas vezes a decorar nomes de doenças comuns), vamos ao lado negro da questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos um país de 130 milhões de pessoas, com uma população que tem acesso a serviços de saúde privados, ou seja, que podem pagar um planos de saúde, na faixa de 25% (mais ou menos 33 milhões de brasileiros). O restante é atendido, e de forma geral bem atendido, pelo Sistema Único de Saúde. Convenhamos, tratar de forma justa e garantir o acesso deste contingente de forma universal é um tremendo desafio, mas muito se avançou nesse processo. Dentro desse contexto, algumas coisas ainda estão bastante longe do ideal, entre elas a capacitação dos profissionais de saúde no serviço público para o manejo da sepse, as condições materiais oferecidas nos hospitais para este manejo e a disponibilização de vagas para o atendimento deste paciente grave (Unidade de Terapia Intensiva ou Semi-Intensiva).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um artigo escrito pela jornalista Karina Toledo no Estado de São Paulo do dia 28/10 ilustra bem esta questão, que reflete de forma tão desigual nossa realidade. Segundo ela &lt;i&gt;"os pacientes dos hospitais  públicos tiveram de esperar, em média, seis horas pelo diagnóstico. E só  em 24% dos casos a sepse foi identificada na primeira hora. Nos  privados, o tempo de espera foi de três horas e em 39% dos casos o  diagnóstico ocorreu em menos de uma hora"&lt;/i&gt;.&amp;nbsp; Vale a pena ler a reportagem inteira no &lt;u&gt;http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101028/not_imp630904,0.php&lt;/u&gt;, e se tiver dúvidas mande para a gente esclarecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente volta a falar sobre isso mais à frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-1955483002446701504?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/1955483002446701504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=1955483002446701504' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/1955483002446701504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/1955483002446701504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/11/ainda-sobre-sepse.html' title='Ainda sobre a sepse.'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-571780385969347964</id><published>2010-11-02T16:28:00.001-03:00</published><updated>2010-11-02T17:48:27.451-03:00</updated><title type='text'>Você já ouviu falar em sepse?</title><content type='html'>O público em geral, e infelizmente uma parte dos profissionais de saúde, desconhecem o termo "sepse". Na esteira do sucesso de público da superbactéria KPC, um conhecimento acerca dessa tema seria bem conveniente.&lt;br /&gt;A sepse (antigamente chamada septicemia) é uma síndrome e não uma doença. É, portanto, um conjunto de sinais e sintomas na grande maioria das vezes associadas a infecções mais graves de qualquer localização. Esses sinais e sintomas são produzidos por toxinas provenientes do próprio agente infeccioso (bactéria, vírus ou fungo) e, na maior parte, por substância chamadas "mediadores inflamatórios" produzidas por células do nosso sistema imune, despejadas em grande quantidade na circulação em resposta à presença do organismo invasor. Esses mediadores inflamatórios, e não o agente infeccioso em si, são os maiores responsáveis pela sucessão de eventos danosos que ocorrem no organismos, caracterizadas em última análise pela incapacidade de manter uma adequada perfusão sanguínea nos diversos tecidos do corpo.&lt;br /&gt;Se o processo não for interrompido de forma adequada, podemos ter um colapso circulatório ao qual chamamos de "choque séptico". A manutenção desse estado, mesmo que o tratamento adequado seja instituído, promove o mal funcionamento (por má perfusão sanguínea) dos órgãos vitais tais como coração, cérebro, rins e fígado, levando ao que chamamos "disfunção orgânica", em boa parte das vezes com graves consequências, quando não leva ao falecimento do paciente.&lt;br /&gt;A importância de trazer essa reflexão parte do pressuposto de que entre 50 a 60% dos pacientes com sepse na sua forma grave não resistem e morrem nas UTI's, tanto no Brasil quanto no mundo, a despeito do melhor tratamento. E o pior é que dentro desse contexto de KPC's e outras bactérias super-resistentes, que como falei antes não é um evento isolado (ao contrário, corriqueiro), o diagnóstico mais frequente entre todas as UTI's tomadas em conjunto é justamente a sepse.&lt;br /&gt;Isso posto, falaremos um pouco mais sobre as repercussões globais desse fato nos próximos post's, mas era necessário fazer essas definições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-571780385969347964?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/571780385969347964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=571780385969347964' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/571780385969347964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/571780385969347964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/11/voce-ja-ouviu-falar-em-sepse.html' title='Você já ouviu falar em sepse?'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-6832336848221244876</id><published>2010-10-25T17:01:00.000-03:00</published><updated>2010-10-25T17:01:25.191-03:00</updated><title type='text'>Tá sentindo o quê?: O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.</title><content type='html'>&lt;a href="http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/o-que-esta-por-tras-do-sucesso-da-kpc.html"&gt;Tá sentindo o quê?: O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-6832336848221244876?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/o-que-esta-por-tras-do-sucesso-da-kpc.html' title='Tá sentindo o quê?: O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/6832336848221244876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=6832336848221244876' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/6832336848221244876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/6832336848221244876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/ta-sentindo-o-que-o-que-esta-por-tras_25.html' title='Tá sentindo o quê?: O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-7161305592559685410</id><published>2010-10-25T16:52:00.002-03:00</published><updated>2010-10-25T16:58:10.182-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='infecção hospitalar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='KPC'/><title type='text'>O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.</title><content type='html'>É interessante notar como dentro do comportamento humano as coisas se repetem de forma absolutamente previsível. No caso desta nova "onda" midiática da superbactéria KPC (na verdade um germe da família dos gram negativos chamada Klebsiella Pneumoniae. O "C" vem de carbapenemase, que significa que ela é produtora de uma substância - a carbapenemase - que a torna resistente a uma classe de antibióticos muito potente chamada carbapenêmicos), não existe nada de surpresa.&lt;br /&gt;Bactérias multi-resistente, ou, mais modernamente falando, "super-bactérias"; são companheiras inseparáveis de hospitais, clínicas e também de domicílios, com o advento do fenômeno da internação domiciliar ("home-care"), sendo observados surtos mais ou menos divulgados na imprensa de acordo com o veículo utilizado. O que envolve de anacronismo da notícia é a cortina de fumaça que o Ministério da Saúde criou em torno da situação, através de pronunciamento do ministro e da ANVISA a respeito de medidas urgentes que serão adotadas na compra e venda de antibióticos pelas farmácias, para o público leigo passando a impressão de que essa é uma das estratégias mais importantes no combate a surtos futuros. A assertiva está correta, aliás há muito tempo especialistas e profissionais vem requerendo uma atitude de decência por parte dos governantes para acabar com a farra da venda de antibióticos (muitos deles sem eficácia, ultrapassados ou não recomendados em outros países) sem controle adequado. Mas a eficiência de uma medida desta natureza no controle de um germe hospitalar com este potencial de resistência é nula, por um motivo singelo: nenhum antibiótico à venda nas farmácias tem ação sobre este tipo de bactéria. A medida tem valor enquanto política de controle de disseminação de germes resistentes na população em geral, na prevenção de super-infecções e na redução de efeitos adversos causados por estas drogas. Mas já deveria ter sido implantada há muito tempo.&lt;br /&gt;O mais engraçado da história é ver como as Secretarias de Saúde de diversos estados da federação, tais como São Paulo, Ceará, Paraíba, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, além do próprio Distrito Federal, vêm divulgando suas taxas de infecção pela "super-bactéria KPC" como se fossem um fato trivial, mas ao mesmo tempo passando a impressão de uma disputa para ver quem ganha em casos.&lt;br /&gt;O fato é trivial, sim. Mas não menos grave por isso.&lt;br /&gt;Episódios como essa KPC são frequentes e ocorre a todo momento no Brasil e no mundo, envolvendo bactérias diversas, e são de conhecimento das respectivas Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis pelas políticas relacionadas a resistência bacteriana nos hospitais, mas nem sempre são de conhecimento da imprensa. Muitas vezes sequer são divulgadas além dos muros do hospital. Mas quase sempre o surto se extingue ou se mantém sob controle através da adoção de medidas locais mais eficientes de adequação de tráfego, de melhor aplicabilidade de testes de sensibilidade antibiótica nas infecções, no aprimoramento de medidas de higiene, no "mix" mais eficiente de drogas, ou na combinação destas medidas. Ainda bem.&lt;br /&gt;Quem não está muito "bem na fita" são os profissionais de saúde, principalmente os médicos, que em última análise são os principais responsáveis pelo aparecimento destes micro-organismos por serem aqueles que prescreverão os antibióticos, neste caso de forma inadequada, e gerarão todo um ciclo de eventos que culmina na eleição dentro daquele meio de germes multi-resistentes, assim alçando essa condição geralmente por mutação. Venho observando o trabalho de alguns profissionais ligados diretamente às Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH's) de alguns hospitais que não parecem ter a clareza necessária no ato de indicar este ou aquele cuidado, ou este ou aquele antibiótico para uma determinada situação particular. Médicos que atuam nas Unidades de Tratamento Intensivo são propensos também a fazerem escolhas infelizes quando se trata de antibióticos. E, via de regra, toda a comunidade que frequenta o hospital não adota as medidas para evitar a disseminação das infecções hospitalares de forma certa, tais como uma simples lavagem das mãos de forma correta. Está pronto o caldo aonde as KPC's da vida vão se desenvolver e aparecer no Jornal Nacional.&lt;br /&gt;Quanto aos antibióticos em si, não mais estão disponíveis na quantidade que se tinha a dez ou quinze anos atrás, pois a indústria farmacêutica percebeu que a pesquisa, fabricação e comercialização de novos agentes que superem essa resistência não compensava o custo no investimento aplicado. Tanto é que nos últimos anos quem tem acompanhado o assunto vai perceber que pouquíssimos lançamentos surgiram, com indicações cada vez mais específicas e preços cada vez mais salgados.&lt;br /&gt;Mesmo nessas situações, o que fazem nossos profissionais? Na falta de perspectiva para se obter a melhora dos nossos pacientes internados, graves, muitas das vezes moribundos e com indicação técnica apenas para cuidados paliativos, prescrevem essas mesmas drogas, específicas para uma determinada condição, de forma empírica e irracional para um paciente com este perfil, não respeitando anos de testes clínicos que não a indicam para aquela finalidade.&lt;br /&gt;Em suma, o problema não é novo, as estratégias oficiais divulgadas para o combate são boas (vem atrasadas) porém inócuas, e fique atento sim, leitor, pois você ou alguém de seu círculo de relacionamento pode estar em contato com essas super-bactérias e nem sequer desconfiar. A KPC é apenas, eu disse apenas, uma delas.&lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=185"&gt;Veja também&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-7161305592559685410?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/7161305592559685410/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=7161305592559685410' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/7161305592559685410'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/7161305592559685410'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/o-que-esta-por-tras-do-sucesso-da-kpc.html' title='O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-3566425270129758021</id><published>2010-10-25T16:52:00.001-03:00</published><updated>2010-10-25T16:52:58.070-03:00</updated><title type='text'>Tá sentindo o quê?: O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.</title><content type='html'>&lt;a href="http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/o-que-esta-por-tras-do-sucesso-da-kpc.html"&gt;Tá sentindo o quê?: O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-3566425270129758021?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/o-que-esta-por-tras-do-sucesso-da-kpc.html' title='Tá sentindo o quê?: O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/3566425270129758021/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=3566425270129758021' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/3566425270129758021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/3566425270129758021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/ta-sentindo-o-que-o-que-esta-por-tras.html' title='Tá sentindo o quê?: O que está por trás do sucesso da KPC, a superbactéria.'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-3074302813795645847</id><published>2010-10-21T16:28:00.000-03:00</published><updated>2010-10-21T16:28:14.527-03:00</updated><title type='text'>Doutor, você conhece sua energia?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;"Espera-se que você pratique o bem, e não que apresente desculpas."&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ralph Emerson &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca  o médico teve tanto poder em suas mãos para catalisar transformações no  ambiente ao seu redor, seja ele sua pequena área de atuação, no  consultório por exemplo, ou nos corredores das esferas de poder no  âmbito &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=10/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;público&lt;/a&gt; ou privado. E as razões para isso são muito simples.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;A  dimensão da palavra saúde ultimamente vem se revestindo de significados  novos e muitas vezes confusos, integrada agora ao glossário dos &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=10/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;gestores&lt;/a&gt;  e executivos no negócio saúde (ou doença, dependendo do ponto de  vista). Mas o seu real significado, dentro de um contexto purista e ao  mesmo tempo plural, atravessa a necessidade de significação  frequentemente imposta pelos discursos para se situar exatamente aonde  deve ser destacada: na boa prática do cotidiano.&lt;br /&gt;Assim  sendo, quero homenagear meus colegas desta profissão que dificilmente  deixará de exercer seu encanto para quem faz dela seu mister, mesmo  naqueles que se julgam desiludidos com tantas regras de mercado e  aviltamento do seu trabalho.&lt;br /&gt;Mas essa é a nossa realidade, a  realidade de um país que tenta melhorar, e de um povo, em sua imensa e  esmagadora maioria, que muitas vezes se satisfaz apenas com um sorriso  do doutor. Não nos furtemos de distribuir essa &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=10/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;energia&lt;/a&gt; que nem sequer desconfiamos que temos. E vamos utilizá-la para o bem, não importa onde, quando e como.&lt;br /&gt;Porque, convenhamos, que &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=10/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;pagamento&lt;/a&gt;  melhor podemos ter quando vemos que nosso conhecimento trouxe um  alento, uma esperança ou uma gratidão sincera de um ser humano? &lt;br /&gt;Pequenas atitudes somadas podem convergir em grandes transformações. Vamos tentar fazer o melhor ou vamos nos desculpar? &lt;br /&gt;Parabéns a todos os médicos no seu dia, e em todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-3074302813795645847?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/3074302813795645847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=3074302813795645847' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/3074302813795645847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/3074302813795645847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/doutor-voce-conhece-sua-energia.html' title='Doutor, você conhece sua energia?'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-8463991645091174076</id><published>2010-10-21T16:27:00.000-03:00</published><updated>2010-10-21T16:27:00.027-03:00</updated><title type='text'>Soluções perfeitas: cuidado com o que se lê.</title><content type='html'>A edição brasileira da Harvard &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=09/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;Business&lt;/a&gt;  Review de abril deste ano traz quatro artigos que falam sobre gestão em  saúde, com foco no diagnóstico de causas para seu desempenho ruim  dentro do contexto econômico, principalmente dentro dos Estados Unidos.  Elenca também alguns caminhos para a solução de problemas dentro da  perspectiva da liderança, que pode ser exercida pelo médico,  principalmente no ambiente hospitalar.Sem sombra  de dúvida essa edição mexeu com aqueles que tratam do tema, pois desde  então passou a ser referência obrigatória em congressos de &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=09/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;gestão&lt;/a&gt;  em saúde e outros encontros. A Escola de Administração de Harvard há  muito é reconhecida como um laboratório de inovação nas práticas  gerenciais, ultimamente com foco também na saúde. Michel Porter e seu  "Repensando a Saúde" trouxe à tona um coro de manifestações, a maior  parte de concordância quase que irrestrita aos princípios por ele  apontados da boa gestão estratégica (sua especialidade) em saúde, assim  como às suas inúmeras sugestões de como contornar esse cenário adverso  na história dessas organizações. Seguindo essa trilha, outros como  Clayton Christensen e colaboradores, com o seu "Inovação na Gestão da  Saúde", também da mesma escola, têm trazido algumas importantes  colaborações aos nossos gestores tupininquins.&lt;br /&gt;Como  prudência e dinheiro no bolso não fazem mal a ninguém, é recomendável  um pouco de cautela nessa hora. Apesar de ser sobejamente conhecido de  que carecemos de tradição na arte de gerir, tenho observado o quão  influenciável é a nossa elite diretiva das organizações de saúde, não só  dos hospitais como também dos demais atores corporativos (planos de  saúde, &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=09/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;consultorias&lt;/a&gt;,  provedores de serviços) e profissionais em geral. Não posso deixar de  me preocupar com alguns aspectos que soam mal "traduzidos" para nosso  meio, dentre os quais:&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; 1 - Nossa economia definitivamente não é igual à dos Estados Unidos, inspiradora dos preceitos emanados pela &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=09/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;Escola&lt;/a&gt; de Harvard;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;  &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; 2 - Nossas crenças e princípios tradicionais de condução dos  negócios em geral, e em particular na saúde, ainda não estão alinhados  (e talvez nunca estarão) com o caráter estéril e cirúrgico das  intervenções reiteradamente sugeridas pelos mentores da boa gestão  naquele país. Diferenças éticas, morais, religiosas e de costumes nos  impedem de absorver certas recomendações na sua integralidade;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;  &amp;nbsp; &amp;nbsp; 3 - Nosso meio carente de estudos confiáveis, às vezes carente de  confiança em estudos bem conduzidos, é fortemente influenciado por  concepções externas muitas vezes focadas em exemplos dispersos de  sucesso em uma ou outra ação, de uma organização aqui e outra acolá,  reunidas "num mesmo saco" para finalmente induzirem à conclusão, uma vez  montado esse mosaico, que estamos diante de uma alternativa estratégica  viável. A intenção pode não ser essa, mas justifica-se uma assertiva  interessante com justificativas enviesadas;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; 4 - Há um  consenso universal a respeito das diferenças históricas e regionais  entre as organizações de saúde e o impacto que medidas genéricas podem  acarretar nas mesmas. Nossa multiplicidade de modelos é de deixar  qualquer teórico, no mínimo, desconfiado quanto a viabilidade de  determinadas ações sublinhadas como essenciais ou genéricamente  inevitáveis;&lt;br /&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp; 5- O médico não é lider de coisa nenhuma no  seu negócio. Quando muito, um bom administrador de seu pequeno universo  material de finanças bancárias e aquelas relacionadas à gestão de suas  faturas de convênios, à administração básica de seus espaços de  trabalho, e à condução de sua produção acadêmica, quando tem tempo para  isso. Assim sendo, dentro da realidade cotidiana imposta aos  profissionais de saúde, principalmente à classe médica, soa como utópico  o papel apocalíptico destinado a esse indivíduo na revolução que se  espera que aconteça, para o bem de todos e a sustentação do negócio  saúde em seu contexto macro-econômico.&lt;br /&gt;Como sempre tento  ressaltar, as ações no seu micro-ambiente de trabalho cotidiano serão o  divisor de águas no sucesso ou fracasso de qualquer organização. Assim,  soluções que envolvam grandes mudanças comportamentais e,  principalmente, que envolvam riscos à segurança do pequeno e limitado  escopo de ação do médico, podem ter absorção muito limitada. E de fato  assim o são: inúmeras intervenções têm sido tentadas no fortalecimento  da participação do médico na co-gestão de seu negócio, principalmente  dentro do ambiente hospitalar, ao longo dos últimos anos em nosso país.  Não há evidências científicas, ou melhor, numéricas, de que o impacto  correspondeu a um resultado operacional esperado. E se ocorreu, ainda  aguarda por uma divulgação adequada. &lt;br /&gt;Nem por isso as iniciativas  não devem ser tentadas. Sempre deverão ser. Imaginar um cenário sem  algumas conquistas atribuídas aos novos preceitos modernos de gestão em  saúde é negar uma realidade tangível e bem documentada de conquistas  pontuais, conseguidas por algumas organizações de maior  representatividade e fôlego financeiro. E mesmo que soem como  inadequadas à nossa realidade, o gestor criativo pode adaptá-las para  daí tirar o proveito que almeja. Mas atribuir ao médico a  responsabilidade e o peso da liderança dentro deste viés de heroísmo,  como alguns preconizam, é, no mínimo, uma tremenda inocência.&lt;br /&gt;O  médico pode e deve ser envolvido na cadeia produtiva da organização de  saúde. Sua participação cada vez mais eficiente é um processo de  amadurecimento que terá um teto, que por sua vez irá variar em tamanho  de acordo com uma série de fatores. Mas a construção dessa participação é  o elemento catalisador da formação do bom parceiro, não do herói ou  líder fantástico. Estamos falando da Gestão do Corpo Clínico, mais uma  vez.&lt;br /&gt;Sem receio de ser repetitivo, penso que as organizações de  saúde devem conhecer melhor seus profisionais, principalmente seus  médicos, e acompanhar de perto seu desempenho para daí traçarem de comum  acordo estratégias de colaboração mútua baseadas no estabelecimento de  compromissos e metas escalonadas, mas nunca atribuindo a estes um papel  de "liderança", como se fosse uma virtude enrustida pronta a despontar a  qualquer momento. O médico quer ser tutelado, ele quer uma parceria com  resultados imediatos e objetivos, e não um discurso edificante de metas  a médio ou longo prazo. E quem deve cumprir esse papel de aproximação  são os gestores, a quem cabe a missão de, sem estrelismo, construir um  mapa de ações e um roteiro de iniciativas exequíveis capazes de  mobilizar toda a organização numa mesma direção tendo como palavra de  ordem a construção compartilhada de responsabilidades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-8463991645091174076?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/8463991645091174076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=8463991645091174076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8463991645091174076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8463991645091174076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/solucoes-perfeitas-cuidado-com-o-que-se.html' title='Soluções perfeitas: cuidado com o que se lê.'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-8503355298470356959</id><published>2010-10-21T16:25:00.000-03:00</published><updated>2010-10-21T16:25:32.562-03:00</updated><title type='text'>Gestão do Corpo Clínico: modismo ou necessidade?</title><content type='html'>Algumas propostas têm sido feitas por estudiosos em gestão na saúde com o intuito de gerar iniciativas que se traduzam em &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=08/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;inovação&lt;/a&gt;,  na expectativa de criar um ambiente de diferenciação competitiva. O  cenário para o negócio saúde, adverso em inúmeros aspectos  exaustivamente citados, prevê dificuldades progressivas num espaço de  tempo muito curto para todos aqueles que, de uma forma ou outra, não  começarem a se preocupar SINCERAMENTE com a saúde organizacional de seu  negócio.&lt;br /&gt;As receitas preconizadas por especialistas  vão desde o enxugamento máximo na oferta de serviços até a ampliação em  escala das opções de acesso para o usuário, em ambas as situações  obrigatoriamente agregando a maior diferenciação tecnológica possível,  estas, por sua vez, facilitada pelas inúmeras vias de &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=08/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;crédito&lt;/a&gt;  atualmente disponíveis. A organização de saúde no nosso país, entendida  na prática como um hospital, por muito tempo será o laboratório para a  maioria das ações relacionadas à assistência à saúde, independente do  grau de complexidade que o usuário vai exigir na sua abordagem.  Portanto, nada mais lógico que nesse local é que se desenvolvam boa  parte das contradições que vemos na prática.&lt;br /&gt;Em  todo contexto de adversidade, é natural que a todo momento apareçam  novas propostas de solução, o que é bom pois demonstra uma preocupação  saudável. Porém, para aqueles que lidam com gestão em saúde, abraçar de  forma acrítica idéias, conceitos, propostas e modelos rotulados como  inovadores pode representar riscos de, no mínimo, levar a perda de &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=08/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;tempo&lt;/a&gt; e dinheiro. &lt;br /&gt;Mais  recentemente vem sendo desenvolvido de forma gradual o conceito de que a  condução adequada dos processos dentro de uma organização hospitalar,  levando a um melhor &lt;a href="http://www.saudebusinessweb.com.br/blogs/blog.asp?cod=154&amp;amp;arquivo=08/2010#" style="border-bottom: 1px dotted; color: #006600; text-decoration: underline;"&gt;desempenho&lt;/a&gt;  destas, passa necessariamente por um olhar mais diferenciado para  aqueles que efetivamente catalisam (ou não) seus resultados  operacionais, ou seja, seu corpo clínico. Entendido conceitualmente como  o conjunto de médicos que representa o corpo assistencial dentro do  hospital, até o momento esse grupo tem se mantido à margem de processos  decisórios e estratégicos conduzidos pelas alta direçâo nas  organizações, que até então tem preferido a adoção de modelos muitas das  vezes completamente dissociados da cultura organizacional que pretendem  melhorar.&lt;br /&gt;Tal conceito inclui, antes de mais nada, um  profundo respeito pelas diferenças inter-organizacionais quanto ao  perfil de usuários, carteira de convênios, modelos de prestação de  serviço, missão e valores, grau de especialização, diferenciação&amp;nbsp;  tecnológica, dentre outros, e tenta, de forma global, aproximar o gestor  daqueles que estão na linha de frente desta batalha diária que é a  rotina de um hospital. Através do delineamento do seu corpo clínico,  cada hospital pode traçar mecanismos de abordagem deste segmento de  forma diferenciada com o intuito de identificar oportunidades de  melhoria nas suas ações, corrigir distorções, filtrar processos e  profissionais, redirecionar fluxos, planejar melhor alocação de  recursos, criar mecanismos de privilegiamento e desenvolver fidelidades.&lt;br /&gt;Obviamente  que não é uma receita simples e nem apresenta resultados instantâneos.  Porém as primeiras iniciativas documentadas de abordagem nessa linha têm  apresentado resultados promissores, tal como podemos ver nas  estratégias desenvolvidas pelo Hospital Mãe de Deus  (www.maededeus.com.br), em Porto Alegre (RS) e Hospital Mater Dei&lt;span class="f"&gt;&lt;cite&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt; (www.materdei.com.br), em Belo Horizonte (MG). &lt;br /&gt;Visto  dessa forma, parece pouco claro e convincente para o gestor que ainda  não está familiarizado com o tema. E de fato o é. Mas, por outro lado,  desenvolver a capacidade de refletir sobre esse conceito e ao mesmo  tempo se debruçar sobre quem de fato é o principal responsável pela  saúde organizacional, pode produzir descobertas muito interessantes. E,  algumas vezes, transformar um gestor de boas intenções num gestor de  bons resultados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-8503355298470356959?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/8503355298470356959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=8503355298470356959' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8503355298470356959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/8503355298470356959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2010/10/gestao-do-corpo-clinico-modismo-ou.html' title='Gestão do Corpo Clínico: modismo ou necessidade?'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-1889462698113871445</id><published>2007-04-17T21:47:00.000-03:00</published><updated>2007-04-17T21:50:32.495-03:00</updated><title type='text'>A coisa pode ficar ainda mais feia...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Longe, mas muito longe de ser a trombeta que anuncia o caos nos atendimentos médicos na Bahia. Mas não podemos deixar de admitir que as conseqüências imediatas das recentes mudanças são, no mínimo, geradoras de apreensão.&lt;br /&gt;No dia 15 de abril foi realizada a prova escrita do processo seletivo engendrado pela Secretaria da Saúde para o provimento de cargos para médicos nas diversas especialidades através de Regime Especial da Administração (REDA). Amanhã, dia 18, está prevista a divulgação do resultado do processo. A quantidade de inscritos para o processo de seleção foi inferior ao número de vagas oferecidas. Alguém lembra de algum processo seletivo desta natureza, para médicos, ter mais vagas que inscritos?&lt;br /&gt;Pela forma como foi elaborado o edital, as dúvidas superam as certezas. Em função disso inclusive, deveremos ter um enorme contingente de profissionais que vêem aí a oportunidade do primeiro emprego, a possibilidade de alocação de especialistas que, pelas formas convencionais, não encontram espaço para o desempenho de seu trabalho (detalhe: eles não sabem nem se vão trabalhar na sua especialidade); e os oportunistas de plantão, que diante da mobilização de vários segmentos que vão boicotar a seleção, aproveitam para achar seu espacinho.&lt;br /&gt;Muito ruim, tudo muito ruim. A única coisa que não é ruim são as bases ideológicas e a argumentação para a mudança, neste terreno em particular. A saúde pode servir como boi-de-piranha para as demais alterações que a atual administração pública estadual pretende implantar, os princípios são os mesmos e, acreditem, são bons! Não existe no mundo sistema de gestão em saúde mais perfeito que o SUS, desde que efetivamente aplicado em benefício das populações mais necessitadas. Só no Brasil é algo em torno de 114 milhões de pessoas desprovidas de qualquer tipo de assistência médica, básica ou avançada. Só pelos números colossais já dá para ter a idéia da dimensão da coisa e de como é necessário o correto gerenciamento de um orçamento que só não é suficiente em função de inadequações geradas mais pela má utilização dos gestores que por insuficiência de recursos, e isso raramente é dito.&lt;br /&gt;A questão é a forma como está sendo feita a mudança. Dá a impressão que é pessoal, dá a sensação de que o que vai ocorrer é justamente o contrário, ou seja, aquilo que deveria moralizar e trazer equidade, aparenta mais desconfiança e a suspeita de que desgraças maiores ainda estão por vir.  Está esquisito.&lt;br /&gt;Ingenuidade achar que o atual secretário de saúde não conhece os riscos de se excluir uma relação que, certa ou errada, produziu em vários lugares um sopro de seriedade no aspecto técnico. Qual o médico qualificado que não gostaria de trabalhar num lugar com boas condições de trabalho, bom ambiente profissional e, principalmente, um salário mais adequado? A Coopamed conseguiu reunir entre seus quadros alguns bons e diferenciados profissionais, que foram ocupando espaços e funções próprias de acordo com as suas qualificações. De qualquer outra forma, jamais o Estado da Bahia teria esta colaboração. Agora nivela-se tudo e todos, não se oferece a oportunidade de uma seleção mais direcionada por aptidões, não se leva em consideração alguns indicadores de desempenho (sem direcionamento nem apadrinhamento, apenas usando critérios objetivos e, acreditem, eles existem!), não se faz sequer um edital decente.Todas as entidades da classe médica estão apoiando o novo “modus operandi” implementado pelo novo Secretário de Saúde, que ao meu ver reúne todas as qualificações para promover várias e cruciais mudanças na administração do Estado da Bahia, no que tange à sua pasta. Beleza. Tomara que não entre água no chope, pois, não tenho dúvida, o que já é sofrível, pode ficar pior ainda.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-1889462698113871445?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/1889462698113871445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=1889462698113871445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/1889462698113871445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/1889462698113871445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2007/04/coisa-pode-ficar-ainda-mais-feia.html' title='A coisa pode ficar ainda mais feia...'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-2119581358099192510</id><published>2007-04-02T22:09:00.000-03:00</published><updated>2007-04-04T20:58:39.103-03:00</updated><title type='text'>A coisa tá ficando feia....</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na Bahia estamos vivenciando um momento único na forma de relacionamento entre o Governo do Estado da Bahia e a classe médica que recentemente vem prestando serviços especializados nas diferentes unidades hospitalares da Secretaria de Saúde, por meio da Coopamed (Cooperativa de Assistência Médica do Estado da Bahia).&lt;br /&gt;É com grande expectativa que todos acompanham os passos do novo Secretário de Saúde do Estado, o Dr. Jorge Solla, cuja biografia profissional, comenta-se, é dotada de uma coerência ideológica e ao mesmo tempo pragmática muito difícil de ser encontrada. Segundo informações, teve atuação destacada durante sua permanência no Ministério da Saúde e vem de uma escola que tem uma respeitosa linha no que tange à formação de quadros que privilegiam antes de mais nada a preocupação com a destinação adequada dos recursos voltados para a saúde, entre outras virtudes.&lt;br /&gt;Com muita coragem, e é o que todos esperamos de um representante deste porte, deixou clara a não intenção de prorrogar acordos com cooperativas de profissionais médicos para fornecimento de mão-de-obra para as unidades de saúde, notadamente a Coopamed, que desde 1999 arregimenta médicos de diversas especialidades. Sua proposta é, a médio prazo (pelo menos), realizar concurso público para preenchimento de vários cargos na área de saúde, principalmente médicos. Dessa forma, enfatiza, haveria um resgate da dignidade funcional deste profissional, que deixaria de ter uma relação precária com o Estado (já que o regime de cooperativa não prevê aos cooperados férias, 13º salário, FGTS e demais benefícios assegurados por lei a todos os trabalhadores), passando a ser um servidor estadual. Esta luta é antiga e engrossada por várias entidades tais como a Associação Baiana de Medicina e o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia, além de várias lideranças políticas, que sempre contestaram essa forma de relacionamento entre a SESAB e a Coopamed.&lt;br /&gt;A Coopamed hipertrofiou-se nos últimos 8 anos. Ampliou sua sede, montou uma estrutura administrativa bastante eficiente, articulou-se melhor com a Secretaria de Saúde do Estado e vinha paulatinamente conquistando mais e mais espaços dentro das brechas deixadas pela própria secretaria. Antes restrita à indicação de profissionais para o preenchimento de poucas vagas, para cobertura de plantões em algumas unidades, hoje tem várias chefias e coordenações médicas de serviços sendo exercidas por profissionais ligados a ela. O currículo destes profissionais é, em boa parte deles, bastante respeitado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É quase impossível não notar a massiva presença destes profissionais. Dos aproximadamente 4500 médicos que prestam serviço ao Estado da Bahia (dentre concursados e prestadores de serviço), mais da metade atualmente são ligados à Coopamed. Em algumas das unidades hospitalares, mudaram a cara do atendimento médico, e para melhor. Antes sem eficiência e desacreditadas, deficitárias em planejamento e gestão, carente de profissionais bem preparados e dispostos a fazer um trabalho decente, joguete de políticos locais que as utilizavam em proveito próprio, muitas dessas unidades ganharam um sopro de seriedade, comprometimento, qualidade de serviços e resultados, mais pela qualificação profissional dos novos agentes que por um trabalho de planejamento da cooperativa. O processo foi grandemente impulsionado pela construção de novas unidades hospitalares e, principalmente, de várias unidades de tratamento (ou terapia) intensivo nos hospitais da rede. Entretanto, parece que na maioria das outras unidades a realidade era outra, principalmente por não haver nenhum critério técnico mais rígido de contratação, para ficar apenas em uma das razões (houve várias): havia necessidade de preenchimento de uma vaga e colocava-se alguém para preenchê-la, muitas vezes bastando apenas ter registro no Conselho Regional de Medicina (às vezes nem era da Bahia, o que é ilegal). Por essa e outras, não foram poucos os casos de descompromisso, faltas, infrações éticas e administrativas, além de constrangimentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O judiciário estadual, desde 2003, vem questionando o papel da Coopamed como cooperativa de médicos. Na prática, questiona-se se não seria uma empresa intermediadora de mão de obra, devendo, portanto, arcar com custos trabalhistas habituais. Isso foi objeto de uma ação trabalhista que teve seu julgado definitivo no ano passado pelo Tribunal Superior do Trabalho, que recomendou a não prorrogação com contrato do Governo do Estado com a Coopamed, e que não foi cumprido.&lt;br /&gt;A atual administração estadual já sinalizava antes mesmo de assumir seu posto sua postura em relação ao que considerava correto na aplicação dos recursos destinados à saúde. O investimento feito pela gestão anterior, sem entrar no mérito da questão quanto à correção ou não, não parece ter alcançado nenhum impacto do ponto de vista de coletividade. Mesmo com a mão de obra médica mais especializada (competente e necessária) que hoje exerce suas atividades (a esmagadora maioria contratada através da Coopamed), nos mais recentes empreendimentos em saúde terciária, tais como as novas UTI´s e o INCOBA – Instituto do Coração da Bahia, não resultaram num impacto relevante nos índices considerados adequados para a aferição da saúde de uma população. Segundo dados do próprio secretário, entre 2000 e 2006, a Bahia foi o estado do Nordeste brasileiro que teve o menor índice de cobertura pelo Programa de Saúde da Família (PSF), ostenta um dos piores índices em relação à oferta de leitos hospitalares, é o estado com maior índice de mortalidade materna da região nordestina, tem a mais baixa oferta de transplantes entre os estados do Nordeste e também lidera os casos de tuberculose da região. Isso tudo, completa, apesar das dotações do governo federal terem aumentado em 80% para o Estado.&lt;br /&gt;Há um detalhe adicional: como explicar a diversidade de categorias profissionais àqueles que labutam há anos como servidores legitimados por concurso público, recebendo vencimentos que chegam às vezes a um terço daqueles seus pares cooperados?&lt;br /&gt;Não há dúvidas que a situação assistencial médica na Bahia (assim como no Brasil), é pífia, politiqueira, ineficaz e oportunista. Infelizmente, um dos maiores exemplos da falta de cuidado com o bem público se reflete nos modelos de gestão que reproduzem erros históricos. Mas isso já rende um outra história...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-2119581358099192510?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/2119581358099192510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=2119581358099192510' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/2119581358099192510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/2119581358099192510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2007/04/coisa-t-ficando-feia.html' title='A coisa tá ficando feia....'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-5534943019633973688</id><published>2007-03-26T21:57:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T21:57:38.341-03:00</updated><title type='text'>Tá sentindo o quê?: Começando do começo</title><content type='html'>&lt;a href="http://tasentindooque.blogspot.com/2007/03/comeando-do-comeo.html"&gt;Tá sentindo o quê?: Começando do começo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-5534943019633973688?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2007/03/comeando-do-comeo.html' title='Tá sentindo o quê?: Começando do começo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/5534943019633973688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=5534943019633973688' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/5534943019633973688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/5534943019633973688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2007/03/t-sentindo-o-qu-comeando-do-comeo.html' title='Tá sentindo o quê?: Começando do começo'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5304119793010877174.post-1832783837887799325</id><published>2007-03-26T21:47:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T21:52:16.672-03:00</updated><title type='text'>Começando do começo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;A felicidade depende unicamente de você.&lt;br /&gt;Possivelmente você já ouviu alguma coisa parecida com isso, senão a frase exatamente como aqui, em algum lugar. Essa, como milhares de tantas outras que nos últimos anos vem inundando as livrarias na forma de manuais (e em algumas vezes verdadeiros tratados) rotulados como de “auto-ajuda”, vêm seduzindo a mente do homem contemporâneo em todo o mundo, induzindo-o invariavelmente a pensar que as coisas só não são perfeitas porquê não queremos que elas o sejam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante perceber que, ao mesmo tempo em que alguns pseudo-literatos amealham fortunas com suas idéias de pouca sustentação prática (e muito menos científica) às custas da desesperança global, a sociedade moderna dá o tom para que mais publicações semelhantes sejam produzidas na medida em que se torna autofágica, e o Jornal Nacional está aí para não me deixar mentir, ratificando um sentimento de que as coisas vão de mal a pior. Mas não pensem que o mérito desta trupe se deve a essa brilhante constatação, pois para isso não precisavam perder seu tempo lendo essas linhas. O fenômeno da explosão do mercado editorial de publicações desta natureza, algumas, justiça seja feita, até razoavelmente interessantes, tem relação direta com o grau de aprofundamento das ambigüidades que o mundo moderno é exposto. De forma que, nessa linha de raciocínio, daqui a pouco, ao abrirmos a lista de livros mais procurados nas livrarias do país, vamos ter uma esmagadora maioria de obras voltadas para a auto-superação, a promoção pessoal, a vitória profissional, dicas de como gerenciar sua carreira, sua rotina, seu corpo, sua alimentação, suas férias, sua saúde, seus cabelos, suas calcinhas na gaveta, e por aí vai. O fato a lastimar está na perda da capacidade das populações, ocidentais principalmente, de perceber que suas vidas tomaram dimensões extraordinariamente diferentes das que de fato gostariam que tomassem, na medida em que as relações familiares se flexibilizaram, as relações de trabalho mais ainda, as relações com o mundo ao redor, enfim, não são as mesmas de gerações anteriores (freqüentemente lembradas pelos pais ou avós). Isto pode ser chamado de globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode soar tendencioso, e talvez o seja, mas e se o que a todo o momento evocamos (de forma universal, diga-se de passagem) como a necessidade de se buscar um “ideal de vida”, “a qualidade de vida”, o “resgate dos valores perdidos”, etc.. não seja apenas mais uma mais uma manifestação perversa de uma das várias faces do indisfarçável apelo consumista que as sociedades capitalistas em geral têm como corolário básico? Ou não, talvez esse coro seja realmente sincero, e estejamos às portas de uma revolução de valores, uma reformulação de nossa base ética (existe isso ainda?), uma acachapante onda de transformações no campo das idéias e das ações, que por fim, mesmo sem mudar seu estilo multi-consumista, nos trará a sensação de bem estar que todo regime promete àqueles que o aderem? Tenho muitas dúvidas a este respeito, mas não posso deixar de registrar minha preocupação com as “obras” voltadas para o público em geral, estas também bem caracterizadas como um “grande filão”, no jargão capitalista: como quase nunca ninguém consegue alcançar as metas prometidas após espartana disciplina aos preceitos ali inclusos, seja porquê são impossíveis de serem alcançadas, seja porquê a incompatibilidade entre o que se propõe como caminho é absurda quando inserida no contexto do cidadão (vá dizer ao policial militar que a cura para seu estresse diário está dentro dele mesmo e aguarde a resposta), talvez tenhamos no futuro uma legião de insatisfeitos que buscarão um novo livro diferente para o mesmo ou para outro problema. Haverá lugar nas prateleiras para tantos livros assim? Bem ou mal, numa coisa tenho que concordar: Buenos Aires tem mais estabelecimentos culturais, incluindo aí livrarias, que no Brasil inteiro. Já conseguimos igualar no futebol o número de vitórias que eles tinham de vantagem sobre a gente. Quem sabe a gente agora vai ter um montão de leitores também?&lt;br /&gt;É muito fácil responsabilizar o indivíduo como o único responsável pelo estado de coisas em que ele se encontra. Isso quase nunca é dito de forma direta, mas subliminarmente, quando se apregoa que a cura está em você, o sucesso é você quem faz, seu desempenho sexual só você pode administrar. E se não o faz é porquê não fez o que tinha que ser feito. Essa atitude é perversa quando colocada nesse contexto de tantas contradições da nossa vida cotidiana, pois aumenta ainda mais o abismo que separa o indivíduo da meta que ele pretende atingir, porquê pura e simplesmente as transformações que ele julga importantes não dependem só dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingênuidade acusar o regime, sair em passeata, fazer greve de fome contra tudo e todos, pois essa, felizmente ou não, é a nossa realidade global. Não há como fugir dela. Certo ou errada, caminhamos nessa direção e agora estamos diante de nossas próprias contradições. É assim que os povos evoluem. O que se discute são os meios empregados e de como eles acabam criando a falsa sensação de que tudo é possível porquê eu quero que seja possível. É uma farsa perigosa e ao mesmo tempo incrivelmente sedutora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria muita pretensão apontar o verdadeiro caminho para a resolução das angústias do homem moderno, mas recorro a alguns simples ensinamentos lastreados na milenar cultura chinesa para fazer algumas humildes considerações que podem, se não resolverem todos os seus problemas, pelo menos trazer algum equilíbrio para agüentar as agruras do dia-a-dia. Primeiro, vocês já perceberam como esquecemos com enorme facilidade o que comemos nas refeições  anteriores àquela que estamos fazendo? Não é uma coisa muito comum lembrarmos exatamente o que comemos no almoço quando vamos jantar. Outra: você alguma vez na sua vida já se deu conta de como o processo de respirar ocorre em você? É, respirar, aquela coisa que a gente faz para entrar ar no pulmão da gente, aquela coisinha simplesinha que nem pensamos quando fazemos? Pois bem, estamos falando das duas coisas (incluindo aí a água) que mantém seu corpo funcionando para que você desempenhe suas atividades diárias, as duas coisas mais sagradas que podem existir para você, as duas coisas que, em última análise, são que mantém suas células vivas, e você, caro leitor ou leitora, possivelmente não dá a importância devida? E se ao menos pudéssemos tornar a refeição um momento crucial em nossa vida, se pudéssemos juntar nossos filhos, desligar a televisão (praga!), fechar a revista ou jornal, baixar o som, diminuir o tom de voz, conversar amenidades, e, quem sabe, fazer uma prece agradecendo o alimento que está à nossa frente? E se pudéssemos mastigar com calma, saboreando cada garfada, percebendo como aquele momento é importante para todos ali? Seria legal? E se de vez em quando, pelo menos de vez em quando, aspirássemos o ar (quando estivéssemos num lugar apropriado, obviamente) e percebêssemos como ele entra em nosso corpo, como ele pode ser percebido, como ele é saudável e importante para a gente? Seria legal? E seria também complicado de fazer, nas duas situações? Pensem a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            “ Palavras verdadeiras não são lisonjeiras.&lt;br /&gt;             Palavras lisonjeiras não são verdadeiras.&lt;br /&gt;            O homem de bem não fala muito.&lt;br /&gt;            Quem fala muito não é homem de bem.&lt;br /&gt;            Homens sábios não são eruditos,&lt;br /&gt;            Homens eruditos não são sábios.&lt;br /&gt;            Quem trilha o caminho da perfeição&lt;br /&gt;            Não acumula tesouros.&lt;br /&gt;            Riqueza é para o sábio&lt;br /&gt;            O que ele faz pelos outros.&lt;br /&gt;            Quanto mais ele dá aos outros,&lt;br /&gt;            Tanto mais rico se torna.&lt;br /&gt;            Assim como de Tao brota a vida,&lt;br /&gt;            Assim age o sábio&lt;br /&gt;            Sem ferir ninguém”&lt;br /&gt;                                  &lt;br /&gt;                                   “Sabedoria pelo despego”&lt;br /&gt;                                   Lao-Tsé – Tao Te Ching&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí e até a próxima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5304119793010877174-1832783837887799325?l=tasentindooque.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tasentindooque.blogspot.com/feeds/1832783837887799325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5304119793010877174&amp;postID=1832783837887799325' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/1832783837887799325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5304119793010877174/posts/default/1832783837887799325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tasentindooque.blogspot.com/2007/03/comeando-do-comeo.html' title='Começando do começo'/><author><name>Sandro Scárdua</name><uri>https://profiles.google.com/105734991778998257453</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='//lh5.googleusercontent.com/-4BM3akSTC_0/AAAAAAAAAAI/AAAAAAAAADc/KAwdGW74WkI/s512-c/photo.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
